Juíza aceita denúncia e médium João de Deus vira réu por abusos sexuais em Abadiânia

A juíza Rosângela Rodrigues dos Santos aceitou nesta quarta-feira (9) a denúncia contra o médium João de Deus e ele passa a ser réu pelos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual em Abadiânia. Ele está preso no Núcleo de Custódia e nega as acusações. O detido também está sendo ouvido pela Polícia Civil dentro do presídio.
O G1 tenta contato por telefone e mensagem com o advogado de defesa Alberto Toron desde as 12h15, mas ainda não obteve retorno.
Conforme nota divulgada pela corporação, o depoimento ocorre no âmbito do inquérito sobre a posse ilegal de armas de fogo encontradas na casa dele durante buscas. A delegada Karla Fernandes, que coordena a força-tarefa, chegou por volta das 11h20 ao Núcleo de Custódia do Complexo Prisional. A corporação não divulgou detalhes sobre o interrogatório. Esta é a segunda vez que o médium é ouvido pela polícia.
João de Deus já teve prisão decretada por esse crime e, neste caso, a Justiça determinou prisão domiciliar. O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) recorreu desta decisão e o Tribunal de Justiça ainda não havia decidido sobre o caso até às 10h40 desta quarta-feira.

Situação atual
• Ministério Público Estadual de Goiás denunciou João de Deus por violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável no dia 28 de dezembro. Órgão também recorreu de decisão que determina prisão domiciliar de João de Deus por posse de arma, em 29 de dezembro;
• Médium está preso desde o dia 16 de dezembro;
• Ele é investigado por estupro, estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude e posse legal de arma;
• João de Deus prestou depoimento para a Polícia Civil quando foi preso, e ao MP-GO no dia 26 de dezembro;
• Esposa do médium foi ouvida pela Polícia Civil no dia 26 de dezembro e disse que não sabia de crimes;
• Justiça concedeu prisão domiciliar por posse de armas no dia 27 de dezembro, mas ele segue preso por violação sexual. João de Deus teve habeas corpus negado no TJ-GO e STJ e aguarda decisão do STF;
• Após o médium passar mal na prisão no dia 2 de janeiro, o presidente do Supremo pediu novas informações sobre o estado de saúde de João de Deus à Justiça de Goiás. Juíza Marli de Fátima Naves diz que não havia necessidade de transferência para hospital;
• Diante dessa informação, o ministro Dias Toffoli pediu novo parecer à PGR, que continuou contrária ao habeas corpus.
G1

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