Governo Bolsonaro já pensa em avançar na flexibilização do porte de armas

A assinatura do decreto da posse de armas abriu o caminho para o governo Bolsonaro discutir o porte de armas, tanto rural quanto urbano. A posse é quando o cidadão tem o direito de comprar uma arma e deixar dentro de casa ou comércio, para se defender. O porte é autorização para andar com a arma, em áreas rurais (rural) e urbanas (cidades).
Em conversa com jornalistas, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni disse que o porte rural será resolvido via projeto de lei em regime de urgência. Já o porte urbano, segundo ele, é uma discussão mais complexa.
— Porte rural vai ser resolvido via projeto de lei com urgência. Porte urbano temos que ver o que vai acontecer. Estão acontecendo estudos junto ao Ministério da Justiça e Segurança, junto ao Ministério da Defesa, aqui mesmo na subchefia de ação governamental e assuntos jurídicos da Casa Civil aonde estamos analisando a legislação. Vamos ver onde precisa de medida legislativa, onde há espaço para alguma norma regulamentadora, pode haver um decreto.
Ele frisou que há uma enorme diferença entre posse e porte.
— O que era importante era facilitar a posse, porque o porte é uma coisa mais complexa. Para vocês terem uma ideia só um teste de tiro são quatro alvos coloridos, vinte metros de distância, você tem que ter perícia para acertar. Tem todo um conjunto de características. O que o governo Bolsonaro quer fazer é dar às pessoas o direito à legítima defesa. Daí a sair armado pela rua vai uma grande diferença.
Em uma rede social, o presidente Jair Bolsonaro disse que o porte será discutido após a viagem a Davos.
R7

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