Mãe salva por filho morto ao protegê-la de assalto está ‘à base de remédios’, diz tio do rapaz

Parentes de Matheus Lessa falaram sobre como jovem costumava ajudar a família, apesar da grande dedicação aos estudos. Na noite de terça-feira (15), ele foi assassinado a tiros quando protegia a mãe de bandidos que roubaram o mercado mantido pela família, em Barra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio.
“Era um rapaz que sempre nos ajudou, apesar da rotina de estudos – ele terminou a faculdade há pouco tempo”, lamentou o tio, Vilson Lessa. “A mãe dele está arrasada, à base de remédios. Ela ainda tentou correr atrás dos bandidos. Essas pessoas não tiveram pena, nem dó. Tiraram a vida de um garoto. ”
Muito abalado, o comerciante Luciano Lessa, pai da vítima, não conseguiu reconhecer o corpo do filho: “Não tive coragem”, admitiu. “Eu estava no nosso outro mercado. Foi quando meu outro filho recebeu um telefonema informando sobre o que havia acontecido. Corri até lá, mas quando cheguei, o Corpo de Bombeiros já o havia levado. Era um menino muito bom, muito querido, cuidava da gente”.
Por volta das 19h30 de terça-feira, dois ladrões chegaram ao estabelecimento, na Rua Francisco Furtado, e exigiram o dinheiro do caixa. Quando a mãe do estudante disse que não tinha mais nada, os bandidos a ameaçaram.
Nesse momento, Matheus se jogou na frente da mãe e acabou baleado – os bandidos fugiram logo em seguida. O mercado não tinha câmeras de vigilância, e o circuito interno dos vizinhos estava desligado.
O jovem ainda foi socorrido, mas morreu a caminho do Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande.
Matheus havia acabado de se formar em psicologia e se preparava a festa de conclusão de curso.
“A primeira informação que temos é que os dois bandidos chegaram em uma moto para assaltar o mercado. A mãe da vítima relatou que, há um mês, esses homens já haviam roubado o estabelecimento – no momento em que se aproximaram, ela reconheceu um deles. Queremos encontrar algum outro local nas proximidades que tenha câmera de segurança para identificarmos esses criminosos”, explicou o delegado da Divisão de Homicídios, Evaristo Pontes.
G1

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