UM LUGAR CHAMADO VIDA. “Memórias do lugar onde eu vivo”, por Leonam Quirino

Moro num lugar chamado VIDA. Maravilhosamente belo, oferece tudo que mereço ter e/ou quero alcançar.
A quase vinte e cinco mil dias atrás, um casal foi escolhido para me transportar, em uma cápsula, até onde atualmente eu vivo. A viagem de mais ou menos duzentos e setenta dias, transcorreu sem atropelos. De repente, me acordaram eu abri os olhos e percebi que havia chegado ao meu destino.
Começava ali, a minha caminhada, meu aprendizado, minhas experiências, com alegrias e decepções, vitórias muitas, derrotas nenhuma pois estas, nada mais são, do que vitórias não alcançadas e que ao longo dos anos criaram um turbilhão de registros, que não chega a caber numa unidade de armazenamento digital de 120 quadrilhões de bytes.(imaginemos esses 120 seguido de 15 zeros.)
A minha memória, quando acessada, me remete aos “parques” que são encontrados aqui em VIDA e que usei e abusei em cada etapa que ia passando.
Como aqui é tudo bem sinalizado com símbolos interessantes: FAMÍLIA, AMIGOS, SORRISOS, DORMIR, AMOR…ficou e fica fácil em ter de cumprir o Código de Ético-Postura e olhar para ambos os lados antes de atravessar uma avenida de VIDA.
A decisão era minha.
Passei pela fase de jogar bola de gude, pinhão…, andei de patinete, de bicicleta…, fui ator de teatrinho e de circo…, subi em pé de manga e de goiaba…, fiquei de castigo na escola, gazeava aula…, tomei banho de bica e de açude…, namorei, fiz serenata, fui até Judas da Via Sacra na rua.
Fui percebendo que havia crescido.
Passei então, nos sobe e desce das gangorras, no vai e vem canoas, nos giros das rodas-gigantes, a enxergar as coisas de baixo vista de cima e a quase tocar o chão quando descia.
Como o Arquiteto projetou, aqui em VIDA todos os estágios têm que ser cumpridos.
Divididos por etapas, com raríssimas exceções, ninguém consegue “pular” etapas sem sofrer as consequências devidas.
A ascensão se dá por degraus, um após outro. Alguns mais afoitos, querem dispensar a sequência estabelecida, desprezando-os e tentam subir no único elevador disponível no intuito de ser mais rápido.
O que não levam em consideração é o fato de que esse “único elevador” ao ser acionado sobe direto pra cobertura. De lá pro infinito, sem direito a retorno.

VIDA, Fevereiro – 2019

Leonam Quirino

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