‘Rocket Man’ é destaque nas estreias da semana

A expectativa de quem assiste a uma cinebiografia de estrelas da música geralmente se configura em dois polos: se conectar através da sétima arte com o repertório do artista e, de quebra, conhecer detalhes de sua vida pessoal e profissional, buscando maior intimidade com o universo do biografado. De acordo com as críticas preliminares, Rocketman, filme sobre Elton John, atinge ambos com sucesso.
A obra teve sua avant première no Festival de Cannes, na França, e recebeu quatro minutos de aplausos da crítica especializada e de realizadores de cinema na plateia, o que já denota prestígio dentro da indústria. Por conta da reação tão positiva em um festival com público que não se furta em demonstrar decepção até mesmo com vais, o ator Taron Egerton, que protagoniza o longa, foi às lágrimas.
Quem já viu faz comparações inevitáveis com outra cinebiografia musical que abalou as estruturas no ano passado, Bohemian Rhapsody, já que o filme foi criticado por amenizar ou ocultar alguns aspectos da vida de Freddie Mercury, além de apresentar inconsistências em sua narrativa.
Aqui, a direção de Dexter Fletcher é elogiada pela ousadia em apresentar não apenas os louros, mas principalmente os fracassos e decepções que Reginald Dwight (nome de batismo de John) teve na vida, mesmo quando já havia se tornado uma lenda da música, com números e legado impressionantes.
Seu envolvimento com as drogas e o alcoolismo já é apresentado logo de cara, assim como sua desonestidade em alguns momentos. Ou seja, não se trata de um deus, mas sim um humano, complexo e falho. Esses elementos de roteiro dão asas para que Egerton possa voar, apresentando uma performance elogiada, tanto como ator quanto vocalmente, já que é sua voz que embala as principais canções do filme, acho que já é apresentado nos trailers.
O longa também evidencia a extravagância de Elton John, que, se em alguns momentos beira à cafonice, também lhe imprime personalidade e vivacidade, algo que é evidenciado com acerto pela direção em momentos musicais que beiram a psicodelia. Ah, outro detalhe: sua sexualidade não é um problema, trazendo inclusive cenas de sexo e até mesmo uma leve representação de orgia.
Rocketman, por fim, mostra o “homem-foguete” que vivia dentro do pequeno Reginald com sensibilidade.

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