Anel de formatura é tradição para a vida toda, conheça a origem

Nobres europeus e antigos reis já recebiam anéis de presente como sinal de respeito e admiração. Além disso, pelo formato circular, a peça simboliza, até hoje, o compromisso afetivo entre duas pessoas. Desde o século 19, o anel também passou a ser usado como um rito de passagem para estudantes que finalizavam um ciclo acadêmico. A tradição permanece até os dias atuais em cursos mais tradicionais, especialmente.
Acredita-se que o anel de formatura passou a ser usado a partir de 1835, com uma turma de alunos da West Point, academia militar tradicional dos Estados Unidos. Para, além de demonstrar o fim de um ciclo, os estudantes pudessem mostrar de que turma eram e, assim, fortalecer o vínculo de amizade entre eles. No início, a joia tinha o logo da instituição e a inscrição do curso. Mas, depois, passou a contar com outros adereços.
Depois dessa turma, a instituição tornou uma tradição o uso do anel para celebrar esse rito de passagem pela escola. Com o decorrer dos anos, outras instituições de ensino passaram a adotar a mesma prática. Com a influência dos Estados Unidos no cenário mundial, a tradição também se expandiu para outros países, entre eles o Brasil. Aqui, o anel de formatura é dado de presente pelos pais, por exemplo, para valorizar o esforço e a dedicação na universidade, bem como de celebrar o final de um ciclo importante na vida dos filhos.
A joia normalmente conta com o emblema da área do formando e uma pedra para simbolizar a profissão. Cada uma possui uma característica e uma cor, derivada das faixas utilizadas pelos estudantes na formatura, outra tradição do evento. A escolha da pedra e da cor tem a ver com a forma com a qual o ocidente as interpreta. O formando em Teologia, por exemplo, recebe um anel com uma ametista, pedra relacionada com meditação e espiritualismo.
As carreiras tradicionais são as que mais se importam com essa tradição. Portanto, o mais comum é encontrar formandos de Direito ou Medicina com os anéis do que um de Ciências Sociais, por exemplo. Nos últimos anos, também surgiram novas profissões e cursos e elas não possuem símbolos tradicionais ou pedras correspondentes. Mas, a tradição se mantém forte em alguns campos de atuação e parecem não ser abandonadas tão cedo.

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