Massacre no Pará: veja a lista dos mortos

O governo do Pará divulgou nesta terça-feira (30) a lista com o nome dos 57 detentos mortos no massacre desta segunda no presídio de Altamira, nordeste do estado (veja lista abaixo). Segundo o governo, 16 presos foram encontrados decapitados e outros 41 morreram asfixiados.
O confronto no Centro de Recuperação Regional de Altamira se deu entre facções criminosas que atuam dentro do presídio. Líderes do Comando Classe A (CCA) incendiaram cela onde estavam internos do Comando Vermelho (CV). Dois agentes penitenciários chegaram a ser feitos reféns, mas foram liberados.
O Centro de Perícias Renato Chaves iniciou a retirada dos corpos no final da tarde desta segunda (29). No entanto, na manhã desta terça, nem todos haviam sido retirados devido à alta temperatura que permanecia numa unidade onde presos morreram asfixiados.

VEJA A LISTA DAS 57 VÍTIMAS DO CONFRONTO:
1. Adriano Moreira de Lima
2. Bruno Whesley de Assis Lima
3. Carlos Reis Araujo
4. Deiwson Mendes Correa
5. Deusivan da Silva Soares
6. Efrain Mota Ferreira
7. Eliesioda Silva Sousa
8. Ismael Souza Veiga
9. Jelvane de Sousa Lima
10. João Pedro Pereira dos Santos
11. Josivan Irineu Gomes
12. Nathan Nael Furtado
13. Natanael Silva do Nascimento
14. Rivaldo Lobo dos Santos
15. Evair Oliveira Brito
16. Gilmar Pereira de Sousa
17. Admilson Bezerra dos Santos
18. Ailton Saraiva Paixão
19. Alan Kart G. Rodrigues
20. Alan Patrick dos Santos Pereira
21. lessandro Silva Lima
22. Amilton Oliveira Camera
23. Anderson dos Santos Oliveira
24. Anderson Nascimento Sousa
25. André Carlos Sousa Patrício
26. Bruno Rogério Andrade
27. Cleomar Silva Henrique
28. Clevacio Soares Queiroz
29. Diego Aguiar Figueiredo
30. Diego Walison Sousa Reis
31. Diogo Xavier da Silva
32. Domingos Fernandes Castro da Silva
33. Douglas Gonçalves Viana
34. Edson Costa de Macedo
35. Delimarques Teixeira Pontes
36. Francisco Claudizio da Silva Ferreira
37. Geidson da Silva Monteiro
38. Hugo Vinicius Carvalho
39. itamar Anselmo Pinheiro
40. Jeová Assunção da Silva
41. João Nilson Felicidade Farias
42. José Brandão Barbosa Filho
43. José Francisco Gomes Filho
44. Josivan Jesus Lima
45. Josicley Barth Portugal
46. osué Ferreira da Silva
47. Junior da Silva Santos
48. Kawe Reis Barbosa
49. Lleonardo Dias Oliveira
50. Luilson da Silva Sena
51. Marcos Saboia de Lima
52. Renan da Silva Souza
53. Rogerio Pereira de Souza
54. Sandro Alves Gonçalves
55. Valdecio Santos Viana
56. Vanildo de Souza Guedes
57. Wesley Marques Bezerra

‘Presídio em condições péssimas’
Este é um dos maiores massacres em presídios desde o ocorrido no Carandiru, em 1992. Na época, 111 detentos foram mortos na Casa de Detenção, na Zona Norte de São Paulo. Em maio deste ano, 55 presos foram mortos em dois dias de conflitos em cadeias do Amazonas.
Após o confronto de Altamira desta segunda, o governo do Pará determinou a transferência imediata de 46 presos, incluindo 16 identificados como líderes das facções criminosas. Dez deles irão para o regime federal. Os demais detentos serão redistribuídos por presídios do estado.
Em julho deste ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) fez uma inspeção no Centro de Recuperação de Altamira e identificou que o presídio está superlotado e em condições “péssimas”.
Segundo o CNJ, a unidade tem capacidade para 163 presos (o governo do Pará fala em capacidade para 200 presos), mas abrigava, até esta segunda, 343 detentos em regime fechado.
Governador fala em ‘situação precária’
Em um vídeo postado nas redes sociais na segunda-feira, o governador do Pará, Helder Barbalho, classificou o massacre como “carnificina lamentável”. De acordo com o governador, o atentado é reflexo da situação precária do sistema carcerário do estado.
“Gostaria de lamentar este episódio horroroso ocorrido no presídio em Altamira na manhã de hoje. Vamos prosseguir para resgatar a nossa estrutura carcerária, que lamentavelmente se encontra em situação precária. Queremos garantir que a população paraense tenha paz”, declarou Barbalho.
A Anistia Internacional também se pronunciou sobre o massacre em Altamira. De acordo com a nota, as mortes no Pará foram “reflexo de um sistema carcerário superlotado e modelo de segurança pública esgotado”. A Anistia também disse que vem alertando sobre os problemas relacionados à ampliação da população carcerária no Brasil nos últimos anos.
Foto: Reprodução/TV Globo
G1

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