Donald Trump admite conversa sobre legislação de armas nos EUA com Partido Democrata

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (20) que o governo participou de discussões com o Partido Democrata – opositor – para produzir nova legislação de armas de fogo no país. As conversas ocorrem em meio à comoção causada por recentes ataques armados no Texas e em Ohio.
No entanto, Trump evitou dizer se apoiaria leis propostas por oposicionistas do Partido Democrata na Câmara dos Representantes dos EUA. O presidente ressaltou, ainda, que quer proteger a legislação norte-americana contra propostas muito restritivas de controle de armas.
Trump também insistiu que o problema dos ataques não está no armamento em si, mas nos criminosos. “Eu tenho que dizer: é um problema mental”, afirmou.
“Eu disse mil vezes: não é a arma que puxa o gatilho, é a pessoa que puxa o gatilho. São pessoas doentes”, acrescentou.
O Partido Democrata não respondeu às declarações de Trump nem confirmou as conversas ou o teor delas.

Tiros nos EUA
Democratas vêm pedindo alguma atitude em resposta as ataques armados deste mês em El Paso (Texas) e Dayton (Ohio). Somados os dois casos, houve 31 mortes – todas com rifles semi-automáticos.
Do outro lado, o presidente Trump disse apoiar maior controle dos antecedentes de quem compra armas para evitar que “gente doente” tenha acesso a elas. Ele também sugeriu à Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês) – um lobby dos mais proeminentes dos Estados Unidos – repense a oposição a alguns controles na compra de armas.
Em 5 de agosto, em pronunciamento na Casa Branca, Trump pediu para que os parlamentares dos Estados Unidos aprovem leis que exijam uma checagem de antecedentes para a compra de armas e disse que os EUA precisam derrotar o supremacismo branco.
Foto: Kevin Lamarque/Reuters
G1

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