Homem mata ex-mulher e acaba linchado até a morte no DF

O 20º caso de feminicídio do Distrito Federal foi registrado pela Polícia Civil na manhã deste domingo (1º). O crime foi seguido pelo lichamento do agressor e ocorreu em uma área rural conhecida como Café Sem Troco, na região do Paranoá.
O 2º Batalhão de Policiamento Rural da Polícia Militar do DF foi chamado por volta das 7h e informou ter encontrado um casal “gravemente ferido e desacordado”. Os militares apontaram “suspeita de dois óbitos” e acionaram a Polícia Civil.
A delegada Jane Klebia, do Paranoá, disse ao G1 que a vítima e o agressor estavam em uma festa de aniversário. Roseli Sousa Santos, de 33 anos, e o ex-marido Aneilton Vitorino da Silva, de 29 anos, teriam se desentendido durante a comemoração.
“Testemunhas afirmaram que após agressões mútuas, Aneilton matou a ex-mulher com uma faca. Revoltados, conhecidos lincharam o agressor.”
De acordo com a polícia, o grupo se valeu de socos, pontapés, tijolos e pedaços de pau para linchar o homem. A investigação não descarta o uso de uma faca e trata o caso como feminicídio seguido por homicídio.
Segundo a delegada, dois suspeitos pela morte de Aneilton haviam sido identificados até a publicação desta reportagem. “Agentes da 6ª DP diligenciam em busca dos autores do linchamento”, afirmou Jane Klebia.
Por volta das 16h30, a delegada enviou à reportagem uma atualização da dinâmica do crime. Segundo ela, Rose pode ter-se “desentendido” com a atual namorada de Aneilton e, em seguida, ter sido esfaqueada por amigos da mulher.
Na sequência, Neilton pode ter tentado defender Rose e, durante a ação, ter sido esfaqueado também. A delegada afirma que a Polícia Civil considera as duas versões possíveis.
Os dois suspeitos de envolvimento na morte de Aneilton que haviam sido identificados prestavam depoimento até a última atualização desta reportagem.

‘Agressões frequentes’
Conforme a Polícia Civil, Roseli e Aneilton estiveram casados por cerca de 10 anos e tiveram 7 filhos juntos – o mais novo tem 3 anos.
O casal estava separado havia cerca de três meses, segundo testemunhas, mas as “brigas e agressões eram frequentes”, porque Aneilton “não aceitava a separação”.
“O Neilton agredia com frequência a Rose. Mas ela nunca denunciou o companheiro e dizia que não acreditava nas ameaças de morte que ele fazia”, disse uma testemunha em depoimento.

Feminicídios no Distrito Federal
De janeiro até 1º de setembro deste ano foram registrados, pelo menos, 20 feminicídios no Distrito Federal. No decorrer das investigações, a Polícia Civil diz que alguns podem passar a ser registrados como homicídio.
G1

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