Brasil leva a maior quantidade de mulheres para os Jogos Parapan-Americanos de Lima

Quem teve a oportunidade de viajar para Lima, no Peru, e acompanhar de perto os Jogos Parapan-Americanos de 2019 viu um verdadeiro espetáculo da delegação brasileira: pela quarta vez consecutiva, o país chegou à liderança no quadro geral de medalhas e deixou outros competidores para trás com folga. Outro ponto relevante para a competição neste ano foi o fato de o país levar ao Parapan o maior número de mulheres: 38% da delegação.
O número ainda é desproporcional, mas há alguns motivos para isso. Há modalidades, por exemplo, que são compostas apenas por atletas homens – é o caso do futebol de 5 (para cegos e com baixa visão) e futebol de 7 (para pessoas com paralisia cerebral). Em 2017, o Campeonato Brasileiro de Futebol de 7 já teve uma mulher disputando juntamente com os demais. Mariana Damásio se tornou a primeira jogadora a disputar jogos oficiais da competição, por meio do torneio de acesso.
Os jogos paralímpicos escolares também permitem a modalidade mista – com homens e mulheres – e nos últimos anos têm surgido mais competidoras para o futebol de 7. A Federação Internacional atualmente também viaja por diversos países para implementar uma modalidade feminina do esporte.
Há outras modalidades mistas na competição, mas a predominância nesses esportes ainda é de homens. É o caso do rúgbi em cadeira de rodas. Das seis seleções que competiram no Parapan de Lima, há apenas três atletas mulheres: Jeny Barraza, do Chile; Paola Martinez, da Colômbia; e Mélanie Labelle, do Canadá.
Alberto Martins, chefe da missão brasileira em Lima, disse ser prioridade investir em medidas que aumentem a participação das mulheres no paradesporto: “O mundo tem poucas mulheres competindo no esporte paralímpico. Se nós trouxermos mais mulheres, com certeza, teremos mais chances de medalhas”, disse.

Muitos recordes para a conta
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) tinha a meta de ultrapassar o número de medalhas e de ouros conquistados na edição de 2015 em Toronto (Canadá). Os atletas brasileiros conquistaram com folga esse feito: foram 308 medalhas no total, sendo 124 de ouro, 99 de prata e 85 de bronze. Há quatro anos, o país havia conquistado 257 medalhas, sendo 109 de ouro. Outro recorde foi em relação ao número de pessoas levadas para Lima – entre staff, atletas e organização.
Foram para o Peru 512 integrantes, sendo 337 atletas, de 23 estados mais o DF, em 17 modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas, parabadminton, parataekwondo, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa, tiro esportivo e voleibol sentado.
A hegemonia brasileira foi gritante. Os EUA, que também fizeram uma boa campanha nos jogos, finalizaram a competição na segunda colocação no quadro geral, concluindo o Parapan com 185 medalhas no total, ou seja, 123 a menos que o Brasil.

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