Buega acompanha solenidade de entrega do projeto pneumacio e diz que Senai está pronto para auxiliar empresas inovadoras

Nesta terça-feira, 01/10 o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba – FIEP, Francisco de Assis Benevides Gadelha, acompanhou ao lado do empresário Neto Porto, da RHPE Indústria de Artefatos de Borracha Eireli, e de representantes do SENAI e da Alpargatas a solenidade de conclusão do Projeto Pneumacio, que foi aprovado em nível nacional no Edital de Inovação para a Indústria, do SENAI/SESI/Sebrae, de 2016/2017.
O projeto que consiste no desenvolvimento de um pneu produzido a partir de material 100% reciclado foi desenvolvido no Centro de Inovação e Tecnologia Industrial – CITI, do SENAI, em Campina Grande.
”Modernizamos todo o processo do SENAI, digitalizamos tudo, colocamos tudo na indústria 4.0 para poder atender também as empresas modernas que estão aqui ao nosso lado, como a Alpargatas, a Coteminas, a Assa Bloy, e tantas outras. E queremos atender também as empresas pequenas. Esse é o objetivo do SENAI, prestar serviços para desenvolver em todas as áreas, estimulando sobretudo, a inovação. E encontramos em Neto Porto, um ícone da inovação na Paraíba, é uma pessoa que tem uma mente inquieta, está o tempo todo pensando no que vai fazer de diferente em nosso Estado, e realmente tem feito toda a diferença para o setor produtivo. E digo que o SENAI com esse projeto demonstrou toda uma competência técnica, criando equipamentos para testes de abrasão e de trepidação, o que comprova que estamos aptos a atender, qualquer segmento, que queira inovar”, afirmou o presidente da FIEP.
O desenvolvimento do pneu aconteceu num período de 18 meses, e toda a concepção foi do empresário Neto Porto, que utilizou resíduos da linha de produção da Alpargatas para dar forma ao produto.
“Esse projeto iniciou há três anos, quando por minha inquietude, eu percebi que tínhamos o caminho para fazer algo que ninguém no mundo havia feito. Identifiquei que poderíamos resolver uma questão ambiental, mas vi também a oportunidade de criar um produto, que além de resolver um gargalo da construção civil, uma vez que o pneumacio tem uma durabilidade três vezes maior que o pneu comum, a gente iria deixar de tirar petróleo para fazer o pneu pneumático, e com certeza iria criar uma positividade muito grande para o meio ambiente, e foi ai que procurei o SENAI para apresentar a minha ideia, que hoje é uma realidade”, comentou o empresário.
Neto agradeceu o apoio recebido da instituição. “Sem o SENAI não existiria o pneumacio, porque quando eu desanimava um pouco, a equipe me dava todo o apoio necessário, sem contar a capacidade técnica, e a equipe especializada que fazem parte da instituição, e todos sempre estiveram ao meu lado, durante o desenvolvimento do projeto”, enfatizou.
O “Pneumacio” foi trabalhado com o apoio das equipes do Centro de Inovação e Tecnologia Industrial – CITI, Instituto SENAI de Tecnologia do Couro e Calçado e Laboratório Aberto. Um trabalho que exigiu a fabricação de equipamentos para um produto que ainda não existia.
“O SENAI tem investido cada vez mais na capacidade intelectual dos seus profissionais, hoje com a indústria 4.0 e visando muito a inovação também, o SENAI tem capacitado os técnicos, investido em inovação para ajudar as empresas na implantação de uma cultura inovadora. O projeto Pneumacio é uma demonstração disso, ele é oriundo de um edital de inovação, onde fomentamos a inovação dentro da indústria, incentivamos para que a empresa cada vez mais inove o seu processo produtivo”, explicou Marinalda Adjuto, diretora regional do SENAI da PB.
A finalidade principal do projeto era propor uma solução sustentável e inovadora para o descarte de resíduos de borracha, oriundos da indústria de calçados, os quais iriam para o meio ambiente. O “Pneumacio” tem baixo atrito, não fura e será fabricado com material 100% reciclado, sustentável, com expectativa de durabilidade três vezes maior do que o tradicional.
A RHPE e o Grupo Force, em breve, colocarão no mercado um pneu que além de ter alta durabilidade, possui solução sustentável, exige menor esforço físico do operador do carro de mão e com um preço abaixo do líder de mercado de pneus comuns (com câmara de ar).

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