MP diz que mulher de acusado de matar Marielle planejou descarte das armas

O Ministério Público do Rio de Janeiro afirma que a retirada das armas do apartamento de Ronnie Lessa, policial reformado acusado de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, foi comandada por Elaine Lessa, mulher de Ronnie.
Ela e outras três pessoas foram presas no início da manhã desta quinta (3) por envolvimento no descarte do material em alto-mar.
Segundo a polícia, é possível que a arma usada para matar Marielle também tenha sido descartada. As armas teriam sido tiradas de um apartamento onde Lessa montava os fuzis depois que ele foi preso.
De acordo com a denúncia, após a prisão de Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio Queiroz, a polícia recebeu denúncias de que em um apartamento de Lessa havia montagem de armas de fogo.
“Quando fomos cumprir o mandado de busca, o apartamento já estava esvaziado. A Elaine foi a mentora dessa ação criminosa para que fizessem a limpeza desse apartamento, sabendo que poderiam encontrar ali elementos importantes para a investigação do crime. A acusação da Elaine foi de ter acionado o próprio irmão para descartar esse material”, afirmou a promotora Leticia Emily.
Além de Elaine, foram presos na manhã desta quinta Márcio Montavano, o Márcio Gordo, Josinaldo Freitas, o Djaca, e Bruno Figueiredo, irmão de Elaine.
Imagens mostram preso carregando caixa de papelão
Imagens de câmeras de segurança do apartamento de Ronnie Lessa mostram Márcio Gordo retirando uma caixa de papelão do imóvel no dia seguinte da prisão do policial reformado. A polícia investiga se as armas estavam na caixa.
“A defesa nega que havia armas dentro da caixa. As imagens mostram o Márcio carregando uma caixa, são tralhas. Não caberiam ali fuzis”, argumentou o advogado Guilherme Pauperio.
Bruno teria ajudado na execução do plano. Djaca teria pago R$ 400 a um barqueiro para levá-lo até o local onde as armas foram descartadas. Ronnie está preso desde março deste ano, suspeito da execução da vereadora e do motorista Anderson Gomes.
“Tem a possibilidade de a arma do crime ter sido descartada. Um fuzil foi, inclusive, descartado com a bandoleira. Foram seis armas arremessadas ao mar pelo Djaca”, afirmou o delegado Daniel Rosa.
O advogado de Márcio Gordo disse que assim que tiver acesso aos autos vai pedir a revogação da prisão preventiva. “Vai ser uma guerra jurídica interessante”.
Defesa diz estar surpresa com a prisão
Na manhã desta quinta, a defesa Ronnie Lessa afirmou ter sido pega de surpresa com a prisão de Elaine. Ela e outras três pessoas foram presas na Operação Submersus, que investiga o descarte da arma do crime.
G1

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