Doutor Sono chega aos cinemas da Paraíba nesta quinta

Stephen King deve ser um dos autores contemporâneos mais adaptados. Escritor contumaz, já publicou mais de 50 romances e 200 contos, praticamente todos envolvendo terror ou horror em suas histórias. Doutor Sono, filme que estreia nesta quinta-feira (7) nos cinemas, é a adaptação da continuação de um dos seus livros (e adaptações cinematográficas) mais aclamados, O Iluminado.
Diferente de outros autores do gênero, o que torna King especial são alguns elementos como: concepção de enredos, domínio do tempo narrativo e, principalmente, a construção de seus personagens. Danny, a criança com poderes sobrenaturais de O Iluminado, era bem pequeno e o protagonismo da história ficava a cargo de seu pai, o perturbador Jack Torrance, vivido brilhantemente por Jack Nicholson nos cinemas. Em Doutor Sono, já adulto, ele consegue se tornar protagonista de sua própria história.
Tanto o livro, publicado em 2014, quanto a adaptação para o cinema de 2019 são ambientados em 2001, cerca de 20 anos após os acontecimentos de O Iluminado. No horripilante hotel Overlook. Danny agora é um adulto que, depois de muitos anos, decide parar de repetir o ciclo de violência e alcoolismo de seu pai e se estabelecer em New Hampshire, em busca de uma vida mais tranquila.
Suas habilidades psíquicas, até então adormecidas por conta do abuso de álcool, ressurgem com força. Ele estabelecer uma conexão com um gato que tem a habilidade de sentir quando alguém está prestes a morrer e, por conta disso, toma para si a alcunha de Doutor Sono, proporcionando alento aos moribundos em seu leito de morte.
Seus poderes estão tão fortes que ele começa a conseguir estabelecer uma conexão forte com a adolescente Abra, que começa a manifestar os mesmos poderes psíquicos de Dan quando ela aparentemente prevê os ataques terroristas do 11 de setembro. Um link telepático se estabelece entre eles.
Em uma noite, quase que por acidente, ela testemunha o ritual de tortura e assassinato de um menino executado pelo Verdadeiro Nó, um grupo de quase-imortais com os mesmos poderes de iluminação de Dan e Abra, que vagam pelos Estados Unidos se alimentando de uma essência humana produzida quando as pessoas que também possuem o dom estão prestes a morrer.
Os problemas começam a se aproximar de Dan quando a líder da seita, Rose, vê em Abra uma solução para os problemas que o grupo enfrenta. O embate pela vida de Abra levará Dan a revisitar seu passado – literalmente, já que ele terá que voltar ao hotel que literalmente levou seu pai à loucura duas décadas atrás. Em uma espécie de acerto de contas, ele precisará resolver alguns mistérios inconclusos, como aquele envolvendo a mulher do quarto 237.
O crítico Eduardo Kacic, que já assistiu ao filme, é um entusiasta do livro que deu continuidade ao clássico e elogia a adaptação de Flanagan, que também assina o roteiro. “O filme é extremamente fiel ao livro, que por sua vez já trazia uma narrativa bastante cinematográfica, com passagens diretas e trocas de ambientação bastante dinâmicas. Flanagan mantém o mesmo ritmo”, pontua.

Críticas divididas
A crítica internacional está dividida. Veículos como The Guardian e Entertainment Weekly publicaram críticas reclamando de problemas de ritmo e dos novos personagens, que não chegam a ser fascinantes como os da história original. Já a revista Variety traz uma luz positiva para Doutor Sono. “Eu sei não se O Iluminado precisava de um segundo ato, mas Doutor Sono se apresenta como um que é fresco e desconfortável o suficiente para justificar sua existência”, pontua o crítico Owen Gleiberman.

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