Congresso da Bolívia aprova convocar novas eleições presidenciais sem Evo Morales

Além de anular as eleições ocorridas em outubro e convocar um novo pleito, o projeto de lei prevê um máximo de dois mandatos consecutivos, o que inviabiliza nova candidatura de Evo — desde que renunciou, pressionado por oposição e militares, ele está em asilo no México. O texto ainda convoca novos representantes para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para organizarem as eleições.
Houve discussões acaloradas na sessão que definiu as novas eleições, sobretudo com os questionamentos por parte de parlamentares do Movimento ao Socialismo (MAS), partido de Evo. Parte da agremiação está cética quanto à nova votação, com a negativa de uma nova participação do ex-presidente.

Clima mais calmo na Bolívia
Pouco antes da convocação das novas eleições, os protestos na Bolívia retrocederam, relata a agência Associated Press. Manifestantes começaram a retirar as barricadas posicionadas pelo país, sobretudo nos acessos da capital administrativa, La Paz.
Autoridades estimam que 32 pessoas morreram desde o início do caos político na Bolívia. Nesta semana, uma operação policial para desmontar uma barricada perto de La Paz terminou com a morte de oito pessoas. Em protesto, manifestantes marcharam com os caixões com os mortos.

Filhos de Evo na Argentina
Os dois filhos de Evo Morales chegaram à Argentina na tarde deste sábado. Segundo o ministro, Evaliz Morales e Álvaro Morales, embarcaram no mesmo voo e com todas as garantias solicitadas pela presidente interina Jeanine Áñez.
Diferentemente do pai, que está no México, os dois filhos do ex-presidente não têm status de asilado na Argentina. O presidente eleito do país, Alberto Fernández, considerou a queda de Evo um “golpe de Estado”.

Foto: Jorge Bernal/AFP
G1

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