Navio com 14 mil ovelhas tomba no mar na costa da Romênia

Equipes de resgate trabalham para salvar milhares de ovelhas de um um navio de carga que tombou no Mar Negro, na costa da Romênia. O Queen Hind, que viajava para a Arábia Saudita, transportava 14.600 animais e virou por razões ainda desconhecidas logo após deixar o porto romeno de Midia.
A tripulação, formada por 20 sírios e um libanês, foi resgatada, disse Ana-Maria Stoica, porta-voz dos serviços de resgate.
“A operação de resgate está em andamento … esperamos que as ovelhas no porão do navio ainda estejam vivas”, disse ela à AFP. Algumas dezenas de animais já foram retirados do Queen Hind.
Equipes de resgate apoiadas por militares, policiais e mergulhadores tentavam consertar o navio com bandeira de Palau e levá-lo ao porto, disse ela.
A principal associação de criadores e exportadores de ovelhas da Romênia, Acebop, pediu uma investigação urgente.
“Nossa associação está chocada com o desastre”, afirmou a presidente da Acebop, Mary Pana, em comunicado. “Se não podemos proteger os animais durante o transporte de longa distância, devemos proibi-lo completamente”, afirmou.
Gabriel Paun, da ONG Animals International, alegou que o navio estava sobrecarregado. Ele afirmou que o Queen Hind já teve problemas no motor em dezembro passado. “Uma investigação deve ser aberta sem demora”, disse ele à AFP.
A Romênia é o terceiro maior criador de ovinos da União Europeia, depois do Reino Unido e da Espanha, e um dos principais exportadores, principalmente para os mercados do Oriente Médio.
Ativistas chamam as embarcações de transporte de ovelha — cerca de cem partem de Midia todos os anos — de “navios da morte”. Eles denunciam que há o risco de as ovelhas serem cozidas vivas a bordo durante os meses quentes do verão.
Em julho, Vytenis Andriukaitis, então comissário europeu encarregado da saúde e segurança alimentar, exigiu que Bucareste suspendesse o transporte de 70 mil ovelhas para os países do Golfo Pérsico, citando motivos de bem-estar animal.
Ele pediu à Comissão Europeia que investigasse as práticas da Romênia no setor.

Foto: IGSU Romania / AFP
G1

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