‘Cats’ é o destaque dos cinemas na Paraíba

Em julho, saiu o primeiro trailer de Cats, adaptação cinematográfica do megapremiado musical da Broadway concebido por Andrew Lloyd Weber. As reações foram ruins, especialmente por conta da aparência bizarra dos atores em cena. No entanto, nem mesmo as previsões mais negativas podiam prever o completo fracasso do filme, que estreia nesta quarta-feira (25) no Brasil, junto à crítica, de acordo com as primeiras resenhas.
Até o fechamento desta matéria, Cats, dirigido por Tom Hooper (O Discurso do Rei, Os Miseráveis) conseguiu pífios 19% no agregador de críticas Rotten Tomatoes, um índice bem abaixo do esperado, especialmente por conta do investimento pesado em orçamento dos estúdios (quase US$ 100 milhões).
A história gira em torno de um grupo de gatos, conhecidos como Jellicles, que fazem uma competição anual entre si. O vencedor poderá ascender a Heaviside Layer, uma parte da cidade que poderá lhe garantir uma nova e melhor vida. Cada gato conta sua história em forma de poemas e músicas para a líder Deuteronomy (Judi Dench), na tentativa de ser escolhido.
A superprodução tem um elenco repleto de estrelas talentosas como Judi Dench, Idris Elba, James Corden, Jennifer Hudson, Ian McKellen e até mesmo os popstars Jason Derulo e Taylor Swift, que contribui para a trilha sonora original ao compor junto a Llody Weber a canção “Beautiful ghosts” – um dos poucos pontos positivos destacados pela crítica.
As críticas não estão nada misericordiosas. Com o embargo mantido até o dia do lançamento americano (no dia 20 de dezembro), a enxurrada de piadas e desagravos ao longa invadiram a internet, viraram meme e alguns sites já apontam a obra como franca favorita ao Framboesa de Ouro – espécie de premiação paralela ao Oscar, que elege os piores do ano da indústria cinematográfica.
“É a pior coisa a acontecer com os gatos desde (o surgimento dos) cachorros” foi o título escolhido pela resenha publicada pela Comics Beat, assinada por Edward Douglas. Esse também é o tom de veículos prestigiados, como a revista Vanity Fair. “[Cats] é como um animal de rua feio e malcheiroso que não deveria ser convidado a entrar em casa. Entretanto, é uma critira viva, digna ao menos de um pouco de compaixão”, enfatiza o crítico Richard Lawson.
Além da canção de Taylor, a performance de Jennifer Hudson, responsável pela canção mais emblemática de todo o roteiro (“Memory”, conhecida pela interpretação memorável de Barbra Streisand), também foi elogiada, embora seja prejudicada pelo quesito que mais levantou suspeitas sobre a qualidade do filme desde o trailer: os gráficos feitos em computador.
Através da computação gráfica, os humanos foram metamorfoseados em criaturas híbridas. “Jennifer Hudson está realmente fantástica, mas sua cara está enfiada em algo que Lovecraft teria concebido em seu leito de morte, mas que nunca transpôs para o papel”, afirma Evan Valentine, do CBS Interactive, fazendo referência aos escritos do autor de fantasia e terror responsável por criar monstros bizarros e assustadoras em seus contos.

*André Luiz Maia, do Jornal CORREIO

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