Formados no Senai vão receber registro profissional mais rapidamente

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) firmou acordo de cooperação técnica com o Conselho Federal de Técnicos Industriais (CFT) e vai permitir acesso a bancos de dados para a comprovação da realização dos cursos técnicos na instituição. Com a medida, o CFT terá mais segurança e rapidez na emissão de registros profissionais.
“O acordo vai agilizar o registro dos profissionais técnicos recém-formados ao facilitar a conferência. Hoje, chegam muitos diplomas falsos, e, com esse convênio, vamos saber exatamente quem é formado pelo SENAI, que o diploma é real e existe uma escola por trás”, explica o presidente do Conselho, Wilson Wanderlei Vieira.
Criado em 2018, o CFT é o órgão que regulamenta e garante o livre exercício das atividades profissionais dos técnicos no país. Entre as atribuições que tem, está conceder o registro para exercício de profissões com essa formação.
Vieira reforça que o convênio irá beneficiar, principalmente, os novos técnicos. “É uma vantagem grande para o profissional que, quando se forma, tem pressa em obter o registro. Hoje, nós precisamos pesquisar para verificar a veracidade do diploma. Com o contato direto na base de dados, nós já vamos saber que ele é formado pelo SENAI e rapidamente expedimos o registro dele”, complementa.
Cursos técnicos são destinados a alunos matriculados ou egressos do ensino médio. A formação possui carga horária média de 1.200h (1 ano e 6 meses) e, ao término, o aluno recebe um diploma de nível técnico reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).
Valorização da formação técnica
A direção do CFT encontrou-se, nesta quarta-feira (12), em Brasília, com o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, e o diretor de Operações da instituição, Gustavo Leal. Na conversa, Lucchesi destacou a importância de se valorizar essa formação no Brasil, especialmente diante dos novos desafios lançados pela 4ª Revolução Industrial. “Na maior parte das profissões técnicas para a indústria, os salários já são altamente competitivos”, avaliou. “E acreditamos que a demanda das empresas vai crescer exatamente no nível técnico com as mudanças tecnológicas”, explica Lucchesi.
Para o diretor-geral do SENAI, a implantação da reforma do ensino médio é uma grande oportunidade de valorizar a formação técnica e permitir que mais jovens brasileiros tenham uma profissão ao finalizar a educação básica. A nova lei prevê a existência de, pelo menos, cinco itinerários de aprofundamento dos estudos, entre os quais a formação técnico-profissional. Enquanto que em países europeus, 50% dos estudantes fazem educação profissional durante o ensino médio, no Brasil, esse número é de 10%.

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