‘O Chamado da Floresta’ e mais três chegam aos cinemas

Desde os mais melosos, a exemplo de Marley & Eu e Sempre Ao Seu Lado, aos mais aventureiros, como o recente A Caminho de Casa, histórias de cães aventureiros e relação quase umbilical com seus donos não é novidade no cinema. Contudo, um dos pioneiros do gênero é O Chamado da Floresta, que ganha um remake agora em 2020 e chegou aos cinemas da Paraíba nesta quinta-feira (20).
Adaptação do clássico literário norte-americano homônimo, de Jack London, lançado em 1903, a história se centra em Buck, um cão doméstico de vida pacata na sua casa da Califórnia, até que é subitamente sequestrado pelo jardineiro e vendido para estranhos.
O cenário ensolarado de seu antigo lar é substituído abruptamente pelo gelado Alasca, às margens do selvagem rio Yukon, em plena corrida pelo ouro, no fim do século XIX. Os acontecimentos fazem com que Buck se torne lider de uma matilha e desbrave a natureza selvagem, aprendendo a conviver em um ambiente de adversidades.
O elenco “humano” chama a atenção, com a presença de atores como Harrison Ford, Dan Stevens, o francês Omar Sy, Karen Gillan, Bradley Whitford e Colin Woodell. A obra de 2020 também ganha destaque por ser a primeira produção do 20th Century Studios, novo nome do 20th Century Fox, após a venda dos estúdios para a Disney.
Coincidentemente, a versão de 1935 do filme, intitulada no Brasil como O Grito da Selva, foi o último lançado sob o nome de Twentieth Century Pictures antes de se fundir com a Fox Film para formar a 20th Century Fox. A produção era estrelada por Clark Gable. Outra versão veio em 1972, Catástrofe nas Selvas (1972), com Charlton Heston. Diferente desta mais atualizada, o foco das narrativas eram do explorador humano.
Para trazer o cachorro como protagonista, o filme utilizou efeitos de computação gráfica tomando como base um cachorro real para criar uma animação fotorrealista, nos mesmos moldes da nova versão de O Rei Leão, no intuito de dar vida a Buck durante seu congelante périplo. A crítica mista do filme se deve, especialmente, por conta dessa opção artística da direção de Chris Sanders (um dos diretores de Lilo & Stitch e Como Treinar Seu Dragão).
Alguns criticaram o uso excessivo do CGI, porque acabaria prejudicando a imersão total no filme. No entanto, há quem defenda e releve os erros em prol do entretenimento. “É preciso estar ciente que é um filme para toda família e que os efeitos especiais são presentes, usados de forma exagerada, coisa que muitos relevam em filmes de super herois, então é possível sim tirar o foco desses pequenos deslizes”, defende Ariel Flowers, do Estação Nerd.
Para Pablo Bazarello, do Cinepop, O Chamado da Floresta equilibra bem o antigo e o moderno ao adaptar a história original com uma narrativa contemporânea. “Em seu núcleo, usa como material fonte uma história publicada em 1903, respeitando sua essência e se comportando como uma aventura de matinê à moda antiga. (…) Por outro lado, usa a forma dos blockbusters atuais, repleto dos elementos confeccionados especialmente para prender a atenção da garotada dispersa de hoje – a qual tende a se desinteressar por menos de cinco eventos ocorrendo ao mesmo tempo”, analisa.
Outras estreias

‘LUTA POR JUSTIÇA’
Racismo e pena de morte são dois dos temas principais do filme baseado em uma história da vida real. Um advogado assume o caso de um homem condenado à morte por assassinato, apesar das evidências que comprovam sua inocência. Estrelado por Michael B. Jordan e Jamie Foxx. Estreia em João Pessoa.

‘DOLITTLE’
Primeiro filme de Robert Downey Jr. após sua “aposentadoria” como Homem de Ferro. O enredo se baseia no mesmo livro que inspirou ‘Dr. Dolittle’, com Eddie Murphy, mas põe bastante ênfase na fantasia e aventura na história do doutor que fala com animais. Estreia em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira.

‘MARIA E JOÃO — O CONTO DAS BRUXAS’
O clássico ‘João e Maria’ agora é recontado com tintas de terror, fazendo com que a trágica aventura dos contos de fada se torne uma caçada assustadora e a luta pela sobrevivência da dupla seja bem mais dramática. Estreia em João Pessoa, Campina Grande e Patos.
*André Luiz Maia, do Jornal CORREIO

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