EUA declaram emergência nacional por causa do coronavírus

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (13) emergência nacional por causa do coronavírus, apoiando-se na chamada Lei Stafford. A medida possibilita que até US$ 50 bilhões sejam mandados aos estados e localidades específicas para ajudar no controle da pandemia.
“Estou declarando oficialmente uma emergência nacional, duas grandes palavras”, disse ele. “Estou pedindo a todos os estados que estabeleçam centros de operações de emergência efetivos imediatamente”, acrescentou.
O presidente americano disse ainda que pediu a hospitais que ativem seus planos de emergência e que fechou uma parceria com o setor privado para acelerar a capacidade dos EUA de fazerem testes para confirmar os diagnósticos de corona. Ele afirma que haverá até 500 mil testes a mais disponíveis no começo da próxima semana.
“Não queremos que todas as pessoas façam o teste caso não seja necessário. Apenas se houver alguns sintomas”, alertou Trump.
Mais tarde, Trump anunciou que quatro das principais empresas de cruzeiros que operam nos EUA — Carnival, Royal Caribbean, Norwegian e MSC — concordaram em suspender todas as viagens nos próximos 30 dias.

Lei Stafford
A Lei Stafford, promulgada em 1988, autoriza a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês) a ajudar os governos estaduais e locais durante “catástrofes naturais” e coordenar a resposta do país a um desastre.
A Fema é uma agência do Departamento de Segurança Interna dos EUA e controla bilhões de dólares reservados pelo Congresso para casos de desastres. A Fema pode usar esses recursos para ajudar a construir instalações médicas e transportar pacientes, entre outras medidas.
Somente o presidente pode declarar o estado de emergência nacional. Trump invocou a Lei Stafford diversas vezes durante sua presidência, aprovando grandes declarações de desastre para tratar de inundações no Meio-Oeste americano e incêndios na Califórnia, entre outros casos.
A Fema é mais comumente associada à resposta a desastres naturais, mas também pode ser acionada para lidar com pandemias.
Mais cedo, nesta sexta, Trump já havia dito que os testes para coronavírus no país em breve serão realizados em larga escala, mas não deu detalhes sobre como isso seria realizado.
“Mudanças foram feitas e os testes em breve acontecerão em uma escala muito grande. Toda a burocracia foi cortada, estamos prontos para ir em frente”, escreveu no Twitter.
Depois de semanas minimizando a gravidade do novo coronavírus, Trump mudou de tom e na quarta-feira (11) anunciou a suspensão de viagens da Europa para os Estados Unidos por 30 dias, com exceção feita às partidas do Reino Unido. A restrição passa a valer à 1h de sábado (horário de Brasília).
Trump também recomendou que americanos idosos evitem multidões e falou sobre como o governo federal está atuando em conjunto com comunidades afetadas para orientar sobre fechamento de escolas e outras medidas.
Na quinta-feira (12), Trump disse que não ficou preocupado com o anúncio do caso de contaminação da comitiva brasileira com quem ele se encontrou no fim de semana na Flórida. O secretário de Comunicação Fábio Wajngarten está com Covid-19, fato confirmado com teste de contraprova. Ele esteve com Trump em Mar-a-Lago, resort onde Bolsonaro foi recebido para um jantar com o presidente americano.
Foto: AP Photo/Evan Vucci
G1

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