Sindicato dos comerciários repudia cartilha divulgada pela secretaria de Desenvolvimento Econômico

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Campina Grande e Região, José do Nascimento Coelho, afirma que ficou surpreso com uma cartilha de planejamento estratégico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, divulgada na tarde desta segunda-feira, 30, definindo um calendário de retorno às atividades nesta cidade, já a partir do próximo dia 06, decisão esta que ele repudia como defensor dos trabalhadores.
Coelho lamenta a posição tomada pela referida Secretaria, que inclusive menciona estar seguindo orientação do Ministério da Saúde, quando não é verdade, “Estamos no pico da pandemia, momento este que exige o isolamento total da população para evitar a disseminação e, consequentemente, a contaminação do coronavírus e eventuais mortes dos nossos trabalhadores e seus familiares, assinalou Coelho”.
O sindicalista lamentou o fato da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município não ter convidado o sindicato laboral para discussão do retorno das atividades, justamente no momento em que as mais altas e conceituadas autoridades de vigilância sanitária e da saúde recomendarem a necessidade do isolamento da população.
Obrigar o retorno dos trabalhadores aos seus postos de trabalho, sem uma discussão com o sindicato da categoria, sobre a prevenção dos mesmos, a exemplo dos equipamentos de proteção individual, segundo Coelho, é expor todos ao risco de morte, o que se configura numa total falta de humanidade dos gestores.
Preocupado com o chamamento dos trabalhadores às atividades laborais, Coelho espera que o MPT – Ministério Público do Trabalho e a Promotoria de Saúde do Estado intervenham na decisão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município. “Esperamos que esses importantes órgãos tomem providências imediatas para evitar danos reais à sociedade em geral”, conclui.
MOVIMENTO CONTRA
O Sindicato dos Comerciários, que tem apoio de outras entidades sindicais, já traça estratégias para realizar um movimento contra a reabertura das atividade do comércio neste período em que se prevê o crescimento da curva da pandemia, como forma de resguardar trabalhadores e consumidores de um modo geral, informa Coelho.

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