Apresentador do SBT quer campos de concentração para contaminados em nome de salvar lucros. Veja o vídeo

O apresentador quis propor uma “alternativa” ao isolamento social, preocupado com salvar os lucros capitalistas mantendo a exploração cotidiana do trabalho em vigor, enquanto sequer se garantem testes massivos para saber o verdadeiro grau de contaminação que estamos vivendo.
“Não seria interessante pegar, por exemplo, montar um campo de concentração, com equipamentos sofisticados, com os melhores profissionais e colocar essas pessoas com problemas e sintomas… E acaba também de ter que espalhar dinheiro pros estados. Esse negócio de vários governadores que nem sequer um caso foi comprovado e o estado decretou calamidade. O estado tem necessidade de decretar calamidade? Não tem!”, afirmou.
Combinado com isso, o apresentador defendeu que Bolsonaro endurecesse contra os governadores, intensificando o uso das forças militares para garantir a abertura dos comércios e conter os ânimos nas ruas.
“O senhor [Jair Bolsonaro] é o presidente da República, dá um decreto, põe o exército nas ruas, e aí o governador que descumprir… cana. Monta um campo, um local adequado e trata as pessoas lá. Os comércios abre e funcionam tudo normalmente, para não ter esse negócio de espalhar dinheiro e todo mundo estar vivendo desse jeito”, continuou.
Por fim, ele voltou a enfatizar a sugestão: “É uma ideia que eu tô dando, a população pode concordar ou não concordar, o Presidente pode acatar ou não acatar. Eu acho que vai voltar a tudo ao normal, ‘vamo’ voltar todo mundo a trabalhar, a vida vai seguir. É uma ideia, fica a dica!”.
Mostra até aonde vai a imaginação sádica dos representantes dos interesses capitalistas no país, disposta a uma política extrema e higienista, em nome de preservar suas riquezas, enquanto os ricos e patrões podem se tratar nos seus palácios, com abundância de alimentos, testes e tratamento especializado.
São declarações comparáveis aos de setores do empresariado nacional, como do dono do Madero e do Véio da Havan, que disseram preferir ver dezenas de milhares de mortos do que os comércios fechando, seus lucros caindo, chantageando com isso o emprego dos trabalhadores.
Declarações como essa devem ser veementemente repudiadas, pois expressam que não dá mais para os capitalistas estarem decidindo como lidar com o coronavírus. Seus representantes estão dispostos a tudo, mas nada que seja de fato para garantir a vida e o emprego dos trabalhadores. Não proíbem as demissões, burocratizam ao máximo o pagamento de um mísero auxílio de R$ 600, enquanto pros bancos, R$ 1,2 trilhão são aplicados com uma canetada.
Se os trabalhadores não tomarem o controle da situação, ficaremos a mercê desses sádicos e mesquinhos donos da economia. É urgente que os trabalhadores se organizem em cada local para garantir que os setores não essenciais e grupos de riscos parem de trabalhar com remuneração e empregos garantidos, mas também para que controlem a reconversão produção em locais, como por exemplo, nas montadoras, para a produção urgente de respiradores. Se isso ocorre, produzindo máscaras, EPIs, alimentos e outros víveres necessários, os trabalhadores poderão salvar muito mais vidas que os capitalistas e seus governos estão dispostos.

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Esquerdadiario

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