Deputada catarinense usa dinheiro público para participar, em São Paulo, de movimento pró-Bolsonaro

Que vergonha! Que falta de seriedade da parlamentar Caroline de Toni (PSL-SC) com a coisa pública. Por isso, a corrupção política é difícil de ser combatida.
Certamente, se a deputada atuasse na Suécia, além de ser obrigada a devolver o que se locupletou, provavelmente teria o mandato cassado.
Veja, a cota de R$ 39 mil por mês é para cobrir gastos do mandato. Isso inclui passagens aéreas e hospedagens, desde que relacionadas à atuação parlamentar.
Parlamentar não é eleito para participar de movimentos populares de ruas, mas sim para representar a sociedade dentro do Parlamento.
Deputada, da mesma forma que o “pão com mortadela” alimentava os movimentos da patrulha política de Lula e Dilma, pergunta-se quem está financiando a patuleia nos movimentos pró-Bolsonaro?
A inconsistência de um governo, atrapalhado com as suas próprias atitudes, só depõe contra a sua seriedade. Só porque o presidente tem a caneta na mão para pintar o sete, esquece ele que está dirigindo uma nação e não o seu quintal familiar.
O principal inimigo do presidente é ele próprio com as suas loucuras verbais de toda a ordem. Além de desrespeitar a Organização Mundial da Saúde (OMS), passou a hostilizar o trabalho dos profissionais da imprensa.
Bolsonaro vive neste planeta em evidente estado patológico de loucura, que Freud pode explicar. O mundo já conhece figuras quixotescas e tiranas que governaram nações e, por isso, a gente não se surpreende mais.
Bolsonaro é produto de um erro eleitoral que encontrou nele, mesmo conhecendo a sua virulência, uma alternativa de momento para derrotar o PT. Hoje, Bolsonaro, não repetiria a mesma votação que obtivera.
No passado recente, censuramos as manifestações violentas da patrulha petista. Da mesma forma censuramos agora a patrulha de radicais bolsonaristas, em Brasília, que agrediu de forma covarde jornalistas e agentes de saúde, confundindo anarquia com democracia.
Enquanto outras nações envidam esforços para combater a COVID-19, recomendando o isolamento social momentâneo, Bolsonaro, o louco, desrespeita a OMS, se atrita com Mandetta e Sérgio Moro e por pouco não defenestrou a secretária de Cultura Regina Duarte, fazendo mergulhar o país numa crise política e de saúde sem nenhuma necessidade.
Bolsonaro é um maquiavélico ao descumprir a palavra empenhada a Sérgio Moro de que o ex-ministro tinha carta branca para conduzir a pasta da Justiça. Mas sem apresentar motivo plausível Bolsonaro resolveu ignorar a palavra dada e exigiu a troca do diretor-geral da Polícia Federal, com a qual o ex-ministro não concordou por se tratar de manobra não republicana e mesmo porque a sua honra não estava à venda.

Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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