Como empresários devem agir para minimizar os impactos gerados pela pandemia do coronavírus

Com o avanço dos casos da Covid-19 e a adoção do isolamento social, empresas tiveram bruscas modificações em suas rotinas de trabalho. Aquelas que não fazem parte dos segmentos que são considerados essenciais tiveram que fechar as portas, e algumas, as quais os serviços podem ser prestados online, chegaram a enviar seus funcionários para trabalhar de casa.
Em um cenário como o atual, muitos empreendimentos na Paraíba, inevitavelmente passam por momentos de crise e dificuldade financeira, principalmente os pequenos e médios negócios. Para o economista Rafael Bernardino de Sousa, essa redução das atividades operacionais, consequentemente, gera redução na receita, o que torna o momento mais crítico para esses negócios. “As empresas, sem reservas financeiras, terão muitas dificuldades para se manter no negócio e retomar as atividades, de maneira que é um grande desafio que se tem pela frente”, afirmou.
Criar um investimento novo ou até começar um empreendimento é um passo importante e ao mesmo tempo difícil para muitas pessoas, porque envolve vários fatores, como o financeiro, por exemplo. Para Rafael, esses tipos de negócios são necessários e importantes na retomada da economia. Ele explica, ainda, que para empresários que estão começando agora, os aprendizados de mercado com essa pandemia serão mais dolorosos e, ter um planejamento empresarial adequado é o mais importante. “Se ele tiver um bom plano de negócios, que ele continue tendo coragem e determinação, que são características de todo empreendedor. É preciso que não haja nenhuma dúvida e se houver, busque ajuda de consultorias especializadas”, aconselhou.
Os impactos financeiros já são visíveis em algumas empresas, e, segundo Rafael, o crédito será um instrumento extremamente importante para a retomada da economia e dos negócios. “Para isso os empresários têm que ter consciência a respeito de certas exigências dos bancos, buscar assessoria no que for preciso, para poder daí ter uma melhor alternativa de renegociação e obter os financiamentos e empréstimos que forem necessários”, disse. “Portanto, para uma possível saída, os empresários precisam renegociar suas dívidas e tentar conseguir crédito junto à instituições financeiras que possuam prazos mais longos e juros mais baixos”, completou o economista. Em momentos como este, as empresas enfrentam grandes desafios, e inovar, principalmente no que diz respeito às formas de relacionamento com os clientes para mantê-los como parceiros no negócio, é um desses desafios. O futuro é incerto, mas previsões de especialistas garantem que para a economia, não será um período fácil. Por isso, refletir sobre o aprendizado com o momento atual, elaborar orçamentos, conhecer melhor os cursos e a rentabilidade do negócio, para Rafael, é essencial na busca pela segurança financeira. “A tendência é que somente se manterá no mercado os empresários que conhecerem bem os seus negócios, fizerem bem as suas contas, ter visão de longo prazo, acreditar no futuro e tratar bem os clientes, porque como se sabe são os clientes que mantêm a saúde de qualquer negócio”, concluiu.

Texto/Colaboração: Igor Batista

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