Políticos e autoridades criticam resposta de Trump aos protestos nos EUA

Políticos e autoridades dos Estados Unidos estão criticando a resposta do presidente aos protestos.
Donald Trump prometeu, nesta segunda (1º), acabar com os protestos violentos usando o Exército se for necessário. Pouco antes desse discurso, a polícia tinha usado gás lacrimogêneo para dispersar a multidão que protestava pacificamente em frente à Casa Branca.
O objetivo era permitir que o presidente pudesse atravessar a praça e posar para uma foto na porta de uma igreja depredada na noite anterior. A bispa episcopal de Washington se disse indignada com o uso da imagem da igreja e afirmou que o presidente incita a violência e divide os americanos.
Depois do toque de recolher, alguns manifestantes tentaram ir embora, mas os policiais impediram. Moradores abrigaram centenas de pessoas que estavam cercadas.
Nesta terça, nas redes sociais, Trump exaltou as prisões em Washington e o que chamou de “força esmagadora”. Mas afirmou que Nova York foi invadida por bandidos de esquerda radical, e criticou o governador Andrew Cuomo por não aceitar a ajuda federal.
Cuomo disse que o presidente quer se beneficiar politicamente ao não fazer distinção entre saqueadores e manifestantes e que 13 mil soldados da Guarda Nacional do estado estão de prontidão.
Já o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afirmou que não precisa dos militares, que os policiais vão manter a cidade segura e que, quando forças externas entram nas comunidades para as quais não foram treinadas, o cenário fica perigoso.
O chefe do estado maior das Forças Armadas, Mark Milley, disse que é um direito protestar pacificamente. O chefe da polícia de Houston, cidade onde George Floyd cresceu, disse que “se o presidente não tem nada construtivo para dizer, deve ficar calado. Isso não é Hollywood, isso é vida real”.
O provável candidato do Partido Democrata à presidência, Joe Biden, disse que um presidente deve ser parte da solução e não do problema e que Trump está mais interessado em servir a base eleitoral do que a população.
Nesta terça, Donald Trump visitou outra igreja, e mais um líder religioso o criticou. O arcebispo de Washington disse que é vergonhoso uma igreja ser usada de uma maneira que viola os princípios religiosos de igualdade.
Uma pesquisa mostrou que 54% dos americanos avaliam negativamente a maneira com que o presidente está lidando com os protestos.
G1

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