Phelipe Caldas lança livro em que narra situações vividas na pandemia

Acaba de ser lançado em formato digital o livro “Sobreviventes: contos sobre uma pandemia que parou o mundo”. É o quarto livro do jornalista, antropólogo e escritor paraibano Phelipe Caldas, o primeiro produzido exclusivamente de forma independente. A obra custa R$ 15 e reúne 16 histórias ficcionais que se passam no contexto da pandemia. O link para a aquisição do livro está disponível no perfil do autor no Instagram.
Ainda que ficcionais, as histórias retratam situações reais. Que dialogam muito fortemente com o que as pessoas estão vivendo nos dias atuais. Falam sobre isolamento, solidão, dor, tristeza, morte. Mas também sobre esperança, vitória, amor, música, futebol.

Motivação
Phelipe deixou o emprego em janeiro para iniciar o seu doutorado na Universidade Federal de São Carlos, no interior de São Paulo, quando, em março, foi surpreendido pelas novas regras de isolamento social e suspensão das aulas. Voltou para a sua terra, João Pessoa, e passou a observar os fatos que cercavam este 2020 atípico. Foi quando surgiu a ideia de transformar em contos tudo o que se passava:
“Eu considero um livro sensível, acima de tudo. Que trata de temas muito atuais. O desespero de uma equipe médica num hospital à beira do colapso, a tristeza de um zabumbeiro pelo São João que não aconteceu, a melancolia de um velho torcedor que viaja no tempo ao assistir a uma reprise da final da Copa do Mundo de 1958, a mãe que de repente precisa cuidar dos filhos sem aulas e ainda trabalhar de casa, entre outros. É ficção, mas ao mesmo tempo é tudo muito real”, explica. “Espero de verdade que as pessoas se sintam tocadas de alguma forma ao ler o livro. Tem histórias fortes, mas tem muita leveza também”, completa.

Ficção
Este é o primeiro livro de Phelipe que sai como e-book. Antes, ele já tinha lançado outros três, todos em formato impresso. “Sobreviventes” marca também a estreia do autor no mundo da ficção. “Escrever contos é um desafio incrível. Contar histórias que, embora dialoguem com a realidade, são todas saídas exclusivamente da minha cabeça. Foi uma experiência maravilhosa. Emocionante, também”, declara.
Sobre esta relação entre a realidade e a imaginação, a propósito, o autor explica: “As histórias narradas no livro não aconteceram de fato. Mas, de certa forma, tratam de pessoas reais. Sofrimentos reais. Dores reais. Amores igualmente reais”.

Capa e prefácio
O livro tem capa de Pollyana Saraiva, que usou para tanto uma foto de autoria do jornalista e escritor Felipe Gesteira. É ele também quem assina o prefácio. “Fui profundamente impactado. Pelo texto, pelo tom, pela marca do autor, pela grandeza do projeto, pelas vidas que serão impactadas com tudo isso”, destaca Gesteira.

Novos projetos
“Sobreviventes: contos sobre uma pandemia que parou o mundo” não deve ser o único livro lançado por Phelipe Caldas em 2020. Ainda este ano ele pretende lançar “Quando a Saudade me Visita”, livro de crônicas que deve sair em formato impresso. São 70 textos que falam da relação do autor com o passado, com as memórias sobre momentos vividos, lugares frequentados, pessoas queridas que já morreram.

Sobre o autor
Phelipe Caldas é jornalista formado pela Universidade Federal da Paraíba, mestre em Antropologia pela mesma UFPB e doutorando em Antropologia Social pela Universidade Federal de São Carlos. “Sobreviventes: contos sobre uma pandemia que parou o mundo” é seu quarto livro, o primeiro produzido de forma completamente independente e publicado em e-book. Antes, já havia publicado em formato impresso “Academias de Bambu: boêmia e intelectualidade nas mesas de bar” (Editora Universitária da UFPB, 2007), “Além do Futebol: paixões, dores e memórias sobre um jogo de bola” (Ideia, 2016) e “O Menino que Queria Jogar Futebol: uma história de fé e superação” (Ideia, 2018).
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