Com metade da frota nas garagens, empresas de ônibus de Campina anunciam falência e demissões de trabalhadores

O mês de agosto não começou bem para as empresas do sistema de transporte de passageiros da cidade. Na manhã desta segunda-feira (03), o diretor institucional do SITRANS, Anchieta Bernardino, anunciou que empresas do setor, algumas com mais de 60 anos de atuação, poderão encerrar suas atividades nos próximos dias e demitir centenas de trabalhadores.
Operando com frota reduzida desde o mês de março, quando se iniciou o processo de isolamento social, a fim de se evitar o contágio do novo Coronavírus, as empresas que integram os consórcios Santa Maria e Santa Verônica devem demitir 200 profissionais até o final deste mês. De acordo com Anchieta Bernardino, a queda brusca da receita das empresas por conta do baixo número de passageiros pagantes, desequilibrou o sistema, que atualmente opera com 55% da frota, transportando apenas 30% dos passageiros previstos.
Nos últimos 60 dias, de acordo com o SITRANS, as empresas veem conversando com fornecedores e bancos visando rever pagamentos, renegociar empréstimos e financiamentos de veículos. “Mas todo esse esforço não tem sido suficiente para garantir a sobrevivência das empresas”, afirma Anchieta, lembrando que as despesas fixas com pessoal e impostos representam cerca de 50% do custo das empresas.
O diretor do SITRANS lembrou, ainda, que demissões no setor de transporte de passageiros estão ocorrendo no Brasil todo, com exceção para os municípios onde as prefeituras socorreram o serviço público, através de subsidio. “Se não houver essa ajuda urgente, haverá o colapso total do sistema em 60 dias”, com a cidade podendo ficar sem o serviço, que é considerado pela Constituição Federal como essencial”, afirmou Anchieta.

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