Presidente da Fiep defende reforma tributária urgente para o desenvolvimento do país e do nordeste

Há tempos, a Reforma Tributária é tema prioritário na agenda de defesa de interesses da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP). De acordo com o presidente da entidade, Francisco de Assis Benevides Gadelha, um dos problemas que atrapalha o crescimento da indústria no Brasil é a não aprovação da Reforma Tributária e especialmente as médias e pequenas empresas industriais precisam ser acolhidas neste tema para que possam crescer e contribuir mais para o Estado e a economia da Região. “A classe empresarial tem todo interesse em colaborar para a aprovação da reforma que, há muito tempo, está sendo aguardada com grande expectativa pelos industriais paraibanos”, disse Gadelha.
Um dos principais benefícios da Reforma Tributária é a simplificação dos impostos e a forma de cobrança dos mesmos, exigindo bem menos esforço das empresas no que diz respeito ao planejamento do pagamento destes impostos que acaba sendo algo complexo na rotina administrativa das empresas industriais.
“Sem dúvida alguma, essa é uma das reformas mais importantes para todos os estados brasileiros, especialmente para a Paraíba que terá um aumento na arrecadação possibilitando ao governo uma flexibilidade maior na liberação de incentivos fiscais que, certamente estimularão a implantação de novas empresas, a modernização e ampliação de empreendimentos que geram emprego e renda no Estado”, explicou o líder empresarial que também é vice-presidente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para a região Nordeste.

Reforma Tributária é Tema Nacional – Na última quinta-feira, 30/07, durante o Seminário Virtual Indústria em Debate – Custo Brasil e Reforma Tributária, transmitido direto de Brasília para todo o país, o presidente da CNI, Robson Andrade, afirmou que o setor industrial apoia uma reforma tributária que seja ampla, incluindo impostos federais, estaduais e municipais e que, desta forma, beneficie o país como um todo e não apenas um ou outro setor. A CNI defende Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45, em discussão na Câmara dos Deputados.“Temos que parar de olhar para o próprio umbigo e olhar o global, para geração de emprego e de renda”, defendeu Robson Braga.
Participaram do debate, realizado pela CNI em parceria com a Folha de S.Paulo, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ); o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), José Ricardo Roriz Coelho; o economista Affonso Celso Pastore; e o relator PEC 45, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
De acordo com o Robson Braga de Andrade, a carga tributária é elevada, mas os dividendos não são tributados, o que gera desigualdades e injustiças na arrecadação. Ele explica que os setores que pagam menos e ganham mais devem pagar mais impostos. “A CNI e o Fórum Nacional da Indústria vão trabalhar pela reforma tributária e, em seguida, pela reforma administrativa. Não tem como o Brasil continuar com a própria máquina pública consumindo tudo o que se produz aqui”, avaliou.

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