Ao contrário do que aconteceu em Lagoa Seca, prefeita de Matinhas veta seu aumento salarial, do vice e de secretários municipais

Ao contrário do que aconteceu no mês passado na cidade de Lagoa Seca (PB) quando o atual prefeito sancionou projeto de lei que aumentava o salário do próprio gestor, do seu vice, dos vereadores e dos secretários municipais, a prefeita de Matinhas (também na Paraíba) Maria Fátima Silva, vetou projeto de lei igual, impedindo assim que os representantes do povo reajustassem seus próprios vencimentos.
“Aqui em Lagoa Seca o prefeito não podia ter feito a mesma coisa?”. Essa é pergunta feita pelos moradores da cidade, ainda revoltados com o aumento que foi concedido a si próprios pelos parlamentares, bem como ao prefeito, ao vice e aos secretários. O percentual de aumento aprovado pela Câmara Municipal de Lagoa Seca e sancionado pelo prefeito foi na ordem de 45% e entra em vigor em janeiro do próximo ano.
Com o aumento cada vereador em Lagoa Seca que hoje recebe mensalmente a importância de R$ 4.200 vai passar a ganhar R$ 6.100. O presidente da Casa, vereador Fabiano Ramalho (irmão do prefeito Fábio Ramalho) não levou em conta o atual cenário econômico, muito afetado pela crise, e muito menos a pandemia do novo coronavírus que tem obrigado as pessoas a ficarem em casa e em consequência não poderem trabalhar, ficando assim dependentes de ajuda financeira do governo, embora nem todos tenham conseguido o benefício.
Foi justamente com base nesses argumentos, entre outros, que a prefeita de Matinhas vetou o projeto. Ela levou em conta a situação de pandemia da Covid-19, onde houve queda de receitas públicas em razão do isolamento social, com o fechamento do comércio, julgando, portanto que a sanção do projeto de lei acarretaria o descontrole nas finanças públicas do Município e, consequentemente, na desorganização de suas ações prioritárias, reduzindo, inclusive, a possibilidade de investimentos em áreas de maior necessidade, a exemplo de saúde e assistência social. Isso tudo sem falar na revolta do trabalhador, que ganha pouco e não aceita que a classe política tenha tantos privilégios.

Assessoria de Comunicação da Coligação Lagoa Seca Quer Mais
Avante, Cidadania e Podemos

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