Rede 5G será fundamental para o Brasil avançar na automação e digitalização

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, considera que a implantação da rede 5G é condição imprescindível para o avanço da Indústria 4.0 no país. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (3) em painel sobre reindustrialização ocorrido no Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC).
“É fundamental que tenhamos a rede 5G instalada no Brasil. Sem isso não teremos como avançar na automação e na digitalização”, enfatizou.
De acordo com Robson Andrade, o investimento na nova tecnologia precisará ser célere, sob o risco de a indústria brasileira perder ainda mais competitividade nos mercados internacional e doméstico.
“Defendemos que a tecnologia 5G não seja uma só. Podemos ter rede privada e rede pública. Se não investirmos na modernização da indústria e das empresas brasileiras nós ficaremos fora do mercado”, disse.
“Precisamos disso para não só exportar, mas principalmente para competir dentro do Brasil com os nossos principais concorrentes”, acrescentou.
Para o presidente da CNI, os investimentos em inovação, em tecnologia e na qualificação de profissionais devem ser encarados pelos governos como prioridade. Segundo Robson Andrade, não existe possibilidade de criar um país forte e grande sem inovação.

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“Para isso, contamos com a força da indústria da construção que é fundamental para o crescimento econômico, mas também para a saúde das pessoas e o desenvolvimento sustentável do país”, pontuou.
Reforma tributária levará segurança jurídica para atração de investimentos
Durante o painel, que também teve a presença do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, e do diretor da empresa Vértice Engenharia, Elson Ribeiro e Povoa, o presidente da CNI ressaltou a importância de o Poder Legislativo aprovar a reforma tributária.
“Queremos uma reforma tributária, assim como o governo federal, os governos dos estados e o Congresso Nacional. A reforma levará segurança jurídica, atrairá investimentos e resultará no crescimento da indústria”, destacou Robson Andrade.
O presidente da CNI observou, no entanto, que é preciso que setores abram mão de benefícios imediatos e pensem numa agenda de país para que a reforma tributária avance.
“Os estados estão desajustados. Não poderá haver aumento de tributo. É claro que haverá perdedores e ganhadores, mas é preciso olhar para o Brasil como um todo. Podemos perder um pouco hoje para ganhar amanhã”, afirmou Robson Andrade.

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