Com uma especial mãozinha do TCE Romero volta a arder nas chamas do “fogo amigo”
Coube ao portal ClickPB, de João Pessoa e ligado ao grupo familiar do ex-senador Cícero Lucena, até meses atrás presidente estadual do partido de Romero, o PSDB, estampar em recente manchete para todo o Estado a existência de um enorme desastre administrativo na PMCG, que teria inchado a folha de pagamentos este ano – ano eleitoral, como frisou o portal – com a contratação de mais 1.256 funcionários, ato que pode ser considerado crime pela Justiça Eleitoral acaso alguma agremiação ou candidato acione o prefeito.
“Em ano eleitoral, Prefeitura de Campina ignora crise econômica e aumenta gastos com folha em 70%”, diz a manchete do ClickPB, logo reproduzida por diversos outros portais e blogs no Estado.
Segundo o texto, o percentual financeiro das contratações corresponde ao valor de R$ 15.187.301,91 milhões, quase o dobro do número registrado em janeiro de 2013 quando o prefeito assumiu o cargo.
O ClickPB realça que Romero ignora a crise econômica ao inflar a folha de pagamentos da prefeitura e revela com base em dados do Sistema de Acompanhamento da Gestão do Tribunal de Contas da Paraíba (Sagres-PB) que ao assumir a prefeitura o encargo com a folha era de apenas R$ 8.891.509,05.
Reforça ainda a matéria que as contratações tiveram como alvo, principalmente, servidores comissionados ou contratados por excepcional interesse da administração, os chamados prestadores de serviço.
E lembra que o alto número de funcionários comissionados e o ônus deles na folha de pagamento da prefeitura foram uma das principais críticas que Romero fez durante a última campanha, quando disse que ia priorizar a realização de concursos públicos.
Ainda segundo o ClickPB, informando que os dados são do Tribunal de Contas do Estado, somente no Gabinete do Prefeito, agora titulado pelo deputado campeão de votos Manuel Ludgério (PSD), estão lotados 885 funcionários, número considerado extravagante.
O “fogo amigo”, conforme A PALAVRA apurou, teria o objetivo de enfraquecer o prefeito no ponto que ele não pode se contrapor – as ferramentas do Sagres, do TCE, onde a maioria do colegiado rende obediência cega ao senador Cássio, desde o seu tio Fernando Catão (sogro do deputado Tovar, um dos que veladamente almejam a cadeira de Romero) aos conselheiros Fábio Nogueira, Arthur Cunha Lima, Nominando Diniz e outros lá colocados pelo grupo campinense.
Fonte: A Palavra



