Paraíba terá de qualificar 139 mil trabalhadores em profissões industriais entre 2017 e 2020
A Paraíba terá de qualificar 139.284 trabalhadores em ocupações industriais nos níveis técnico, superior e de qualificação entre 2017 e 2020. Esses profissionais trabalham na indústria ou em atividades de serviços ou comércio que atendem direta ou indiretamente ao setor industrial.
As áreas que mais vão demandar formação profissional no estado devem ser construção (57.214), meio ambiente e produção (27.024), vestuário e calçados (14.551), alimentos (10.715), metalmecânica (9.223), energia (5.971), tecnologias da informação e comunicação (4.537), veículos (3.100), petroquímica e química (2.130), madeira e móveis (1.779), papel e gráfica (1.531), mineração (1.079),pesquisa, desenvolvimento e design (429).
Os dados fazem parte do Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para subsidiar o planejamento da oferta de formação profissional da instituição. A pesquisa também pode apoiar os jovens brasileiros na escolha da profissão e, com isso, aumentar suas chances de ingresso no mercado de trabalho. Em todo o Brasil, será necessário qualificar 13 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nesse período.
A demanda por formação inclui a requalificação de profissionais que já estão empregados e aqueles que precisam de capacitação para ingressar em novas oportunidades no mercado. “O estudo demonstra a vitalidade do mercado de trabalho no Brasil no horizonte dos próximos quatro anos. Profissionais qualificados terão mais chance de aproveitar as oportunidades que surgirem quando a economia voltar a crescer e as empresas retomarem as contratações”, afirma o diretor-geral do SENAI e diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi.
FORMAÇÃO DE TÉCNICOS– Para se tornar um técnico, o profissional precisa fazer um curso com carga horária entre 800h e 1.200h (1 ano e 6 meses). Esses cursos são destinados a alunos matriculados ou egressos do ensino médio e, ao final, o estudante recebe um diploma. Segundo o estudo, cinco áreas destacam-se na demanda por formação de técnicos:
Áreas com maior demanda por formação – Técnicos
| Áreas | Demanda 2017-2020 |
| Meio Ambiente e Produção | 4.000 |
| Construção | 2.679 |
| Vestuário e calçados | 2.389 |
| Energia | 2.286 |
| Tecnologias de Informação e Comunicação | 2.051 |
De acordo com especialistas responsáveis pela elaboração do Mapa, a área de Meio Ambiente e Produção lidera a demanda por profissionais com formação técnica, entre outros fatores, porque as empresas passaram a ter maior controle sobre os impactos ambientais dos processos produtivos diante de mudanças recentes na legislação. Além disso, ganhos de produtividade podem ser obtidos com a melhoria na gestão do processo produtivo, medida importante em cenário de lenta recuperação econômica.
Nessas áreas, deve haver maior demanda por profissionais qualificados em ocupações industriais como supervisores da construção civil, técnicos de controle da produção e técnicos em eletrônica, entre outras.
Ocupações industriais com maior demanda – Técnicos
| Ocupações | Demanda 2017-2020 | Área |
| Técnicos de planejamento e controle de produção | 1.811 | Meio ambiente e produção |
| Coloristas | 1.719 | Vestuário e calçados |
| Supervisores da construção civil | 1.543 | Construção |
| Técnicos de controle da produção | 1.031 | Meio ambiente e produção |
| Técnicos em eletricidade e eletrotécnicos (covalidação 3131) | 964 | Energia |
| Técnicos em eletrônica | 963 | Energia |
| Técnicos em operação e monitoração de computadores | 624 | Tecnologias de Informação e Comunicação |
| Técnicos em construção civil (edificações) | 588 | Construção |
| Instaladores-reparadores de linhas e equipamentos de telecomunicações | 556 | Tecnologias de Informação e Comunicação |
| Técnicos em segurançaa no trabalho | 516 | Meio ambiente e produção |
QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL – Já os cursos de qualificação são indicados a jovens ou profissionais, com escolaridade variável de acordo com o exercício da ocupação, e buscam desenvolver novas competências e capacidades profissionais. Ao final, o aluno recebe um certificado de conclusão. As áreas com maior demanda por profissionais com qualificação de mais de 200 horas, de acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020 serão:
Áreas com maior demanda por formação – Qualificação (+200h)
| Áreas | Demanda 2017-2020 |
| Alimentos | 7.101 |
| Construção | 5.782 |
| Vestuário e calçados | 5.694 |
| Metalmecânica | 3.310 |
| Energia | 3.211 |
De acordo com especialistas do SENAI, a exportação de commodities agrícolas (carnes, açúcar, derivados da soja) deve gerar empregos no setor de alimentos entre 2017 e 2020, o que ajudaria a explicar a forte necessidade por formação de profissionais nesse setor. O metalmecânico, por sua vez, tende a crescer a depender da demanda por bens de consumo duráveis.
Segundo o Mapa, entre as dez ocupações mais em alta nos próximos anos, estão cozinheiros e operadores de máquinas para costura de peças de vestuário.
Ocupações industriais com maior demanda dentro e fora da indústria – Qualificação (+ 200h)
| Ocupações | Demanda 2017-2020 | Áreas |
| Cozinheiros | 4.433 | Alimentos |
| Operadores de máquinas para costura de peças do vestuário | 2.938 | Vestuário e calçados |
| Trabalhadores de instalações elétricas | 2.395 | Energia |
| Padeiros, confeiteiros e afins | 1.833 | Alimentos |
| Mecânicos de manutenção de veículos automotores | 1.724 | Veículos |
| Trabalhadores de montagem de estruturas de madeira, metal e compositos em obras civís | 1.508 | Construção |
| Mecânicos de manutenção de máquinas industriais | 1.504 | Metalmecânica |
| Encanadores e instaladores de tubulações | 1.274 | Construção |
| Trabalhadores polivalentes das industrias textêis | 1.033 | Vestuário e calçados |
| Montadores de estruturas de concreto armado | 967 | Construção |
METODOLOGIA – O Mapa do Trabalho Industrial é elaborado a partir de cenários que estimam o comportamento da economia brasileira e dos seus setores. A pesquisa projeta o impacto sobre o mercado de trabalho e estima a demanda por formação profissional (inicial e continuada). As projeções e estimativas são desagregadas no campo geográfico, setorial e ocupacional, e servem como parâmetro para o planejamento da oferta de cursos do SENAI.
Leia a íntegra do Mapa do Trabalho Industrial no Portal da Indústria.



