Moradores de apartamentos com rachaduras no Aluízio Campos não confiam nos reparos feitos pela construtora e temem desabamento
Publicado em 21 de agosto de 2021
Apesar da Defesa Civil ter feito uma vistoria nos apartamentos e expedido um laudo afirmando que, por enquanto, não há risco iminente ou perigo imediato de desabamento e que é preciso ficar pelo menos dois meses observando o problema para poder fazer uma nova avaliação, os moradores do bloco 1 do condomínio Marinês no conjunto Aluízio Campos em Campina Grande, continuam apreensivos e temem que a construção desabe.
Praticamente todo o condomínio, de três andares e 16 apartamentos, apresenta rachaduras, fissuras e infiltrações nas paredes internas e externas, e no teto, e as pessoas que moram no local dizem não confiar nos reparos que estão sendo feitos pela construtora Rocha, responsável pela obra. O motivo da desconfiança, segundo os moradores, é que ao invés de usar cimento para tapar as rachaduras o material utilizado seria apenas argamassa, talvez com a finalidade de somente dar uma aparência de normalidade ao prédio.
Desde que o problema foi denunciado, através de fotos e vídeos feitos pelos próprios moradores e publicados na imprensa local, a construtora foi acionada e começou o trabalho de recuperação dos imóveis, mas isso não tem deixado os moradores tranquilos. Alguns já pensam até em deixar o apartamento e buscar outro local para morar enquanto o caso não tem uma solução definitiva.
Uma comissão de moradores esteve na última terça-feira na Defesa Civil local, quando foi recebida pelo coordenador do órgão Ruiter Sansão, e já no dia seguinte uma equipe formada por engenheiros e representantes das secretarias de Obras e de Planejamento esteve no condomínio para avaliar a situação. A conclusão de que não existe perigo de desabamento e que é preciso esperar mais para avaliar o problema não agradou aos moradores.
Assim como aconteceu com as rachaduras, que foram fotografadas e filmadas, o trabalho de reparo que está sendo feito nos imóveis também é acompanhado de perto pelos moradores, que cobram, principalmente, a utilização de um material melhor e bem mais forte que argamassa para fechar as fissuras.
O conjunto habitacional Aluízio Campos é um dos maiores do Nordeste, com mais de 4 mil unidades habitacionais. Ele foi entregue no final do ano passado pela prefeitura municipal de Campina Grande e a inauguração contou até mesmo com a presença do presidente Jair Bolsonaro.
Apolinário Pimentel