Criptomoedas: qual o papel das exchanges?

O mercado de criptomoedas não para de crescer nos últimos anos, principalmente com o bitcoin sendo o protagonista dessa transformação no mercado financeiro. Esse crescimento tem como importante aliado as empresas conhecidas como EXCHANGES BITCOIN ou apenas exchanges.

As exchanges de criptomoedas são corretoras de criptoativos que facilitam a compra de criptomoedas por parte dos investidores. Como o setor de criptomoedas é descentralizado e as negociações ocorrem neste ambiente, as exchanges exercem um papel fundamental para assessorar os investidores, principalmente aqueles que não possuem tanta experiência.
Em outras palavras, a proposta das exchanges é conectar compradores e vendedores em um ambiente seguro e funcional, viabilizando mais chances de obter lucro no mercado financeiro.

Regras para Exchanges
Embora já existam regulamentações para exchanges e criptomoedas em alguns países, essa não é a realidade do Brasil. No que se refere ao aspecto jurídico, existem apenas algumas normas e uma delas foi criada pela Receita Federal.
A Instrução Normativa RFB nº 1.888, que entrou em vigor no ano de 2019, define o conceito de criptoativos e exchange, além de estabelecer parâmetros com relatórios mensais, constando todas as operações realizadas. As regras estabelecidas valem para todos os players do mercado.
Os especialistas do setor afirmam que é muito importante a regulamentação da negociação de criptomoedas, pois seria uma forma de, não só dar mais segurança jurídica às transações, mas que seria uma forma de fortalecer o setor e incentivar mais pessoas a investir em dinheiro digital.
Por outro lado, existe uma corrente que afirma que a regulamentação poderia servir como uma brecha para interferência estatal, o que descaracterizaria o formato de atuação das exchanges e das criptomoedas, que possuem como principal premissa a descentralização e autonomia perante as regulamentações do estado.

Segurança
Em função do crescimento das criptomoedas, alguns questionamentos sobre a segurança das transações aparecem a todo momento. Entretanto, de acordo com Heloisa Estellita, professora da Fundação Getùlio Vargas, a lavagem de dinheiro ainda é uma prática pouco vista no mercado de criptomoedas, sendo responsável por aproximadamente 0,34% das atividades ilícitas no mercado financeiro em 2020.
A sofisticação tecnológica e os mecanismos de rastreabilidade são algumas das razões para que o percentual de ações criminosas seja baixo. Ainda segundo Estellita, a inclusão das criptomoedas em regulações contra lavagem de dinheiro seria opção dos órgãos de governo, tendo em vista o baixo índice de casos envolvendo dinheiro digital.
Além de contar com a assessoria das exchanges, é possível dar os primeiros passos sozinho no mercado financeiro. A orientação é abrir uma conta em criptoativos, para que você possa consolidar uma carteira digital própria para fazer seus investimentos com segurança. Outra orientação é que o potencial investidor tenha seu próprio banco para gerir o seu fluxo de investimentos com total autonomia.

Crédito: divulgação

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