Ministro André Mendonça negou habeas corpus para bolsonarista que morreu na prisão, mas viúva culpa Alexandre de Moraes

Edjane Cunha, viúva do bolsonarista Cleriston Pereira da Cunha, que morreu no presídio da Papuda após passar mal, representou contra Alexandre de Moraes na Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com apurações do Metrópoles, no documento, protocolado nesta quarta-feira (6), ela pede a perda do cargo de ministro do STF e sustenta que o magistrado teria incorrido em crimes com penas que vão de 10 anos a até 31 anos de prisão.
Ainda de acordo com a reportagem, representando a viúva e as duas filhas de “Clezão”, como era conhecido, o advogado Tiago Pavinatto afirma que Moraes cometeu “maus-tratos em modalidade qualificada, abuso de autoridade e tortura”. E que teria violado 32 dispositivos legais ao manter o “patriota” encarcerado mesmo dois meses após parecer da PGR favorável à soltura. O empresário, de 46 anos, morreu em 20 de novembro.
ANDRÉ MENDONÇA
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça rejeitou pedido de habeas corpus pela defesa de Cleriston Pereira da Cunha, preso pelo ataque terrorista do 8 de janeiro que morreu na Papuda. O magistrado negou a solicitação do advogado do bolsonarista com base na jurisprudência da Corte.
A defesa de Cleriston pediu sua soltura em fevereiro deste ano, nove meses antes de sua morte. Na ocasião, o advogado Bruno Azevedo de Souza alegou, na ocasião, que ele tinha problemas de saúde, como quadro de vasculite de múltiplos vasos e miosite secundária à Covid-19. O pedido também citava que ele fazia uso de medicamentos controlados.
O habeas corpus foi distribuído livremente entre os ministros do Supremo e Mendonça foi o sorteado. Em decisão curta, ele negou o pedido da defesa do bolsonarista e lembrou da jurisprudência da Corte, que barra libertações de pessoas presas por determinação de outros ministros. A detenção de Cleriston foi decretada por Alexandre de Moraes e caberia a ele avaliar a soltura.
Mendonça encerrou o processo sem avaliar o mérito do habeas corpus, não analisando o pedido da defesa e nem se o preso deveria ser solto. O advogado passou a protocolar outros pedidos de soltura diretamente a Moraes, mas nenhuma das oito solicitações foi avaliada pelo magistrado.
Brasil 247/Revista Forum



