Pressionado por líderes mundiais, Israel permite entrada de caminhões com ajuda humanitária na Faixa de Gaza

As Forças de Defesa de Israel permitiram a entrada de caminhões transportando ajuda humanitária na Faixa de Gaza, nesta segunda-feira (19).
Segundo comunicado divulgado pelo Exército israelense, cinco caminhões, com itens que incluem alimentos para bebês, entraram no território pela travessia de Kerem Shalom.
É o primeiro comboio desde 2 de março, quando Israel anunciou que estava interrompendo o acesso de bens e suprimentos na Faixa de Gaza.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi forçado a concordar em permitir uma quantidade limitada de ajuda no enclave após vários líderes internacionais – inclusive seu maior aliado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – aumentarem a pressão diante dos relatos de fome e morte entre os palestinos que permanecem no território.
Os líderes da França, Canadá e Reino Unido pediram a Israel o fim de suas “ações escandalosas” na Faixa de Gaza e prometeram responder com “medidas concretas” caso a ofensiva militar não fosse interrompida.
Em uma declaração conjunta, o presidente francês, Emmanuel Macron, e os primeiros-ministros canadense, Mark Carney, e britânico, Keir Starmer, condenam a “odiosa linguagem usada recentemente por membros do governo israelense” e advertem que o deslocamento forçado permanente de civis viola o direito internacional humanitário.
O chefe de ajuda humanitária das Nações Unidas, Tom Fletcher, confirmou a entrada de ajuda em Gaza. Disse que Israel liberou nove caminhões.
“Mas é uma gota no oceano do que é urgentemente necessário, e muito mais ajuda deve ser permitida em Gaza, a partir de amanhã de manhã. Para reduzir os saques, é preciso haver um fluxo regular de ajuda, e os agentes humanitários devem ter permissão para usar múltiplas rotas. Produtos comerciais devem complementar a resposta humanitária”, disse ele.
G1



