Quem é Adilson Barroso, suplente que deve assumir mandato de Carla Zambelli na Câmara
O suplente Adilson Barroso (PL-SP) deve assumir o mandato de Carla Zambelli (PL-SP) na Câmara dos Deputados após a parlamentar entregar sua carta de renúncia neste domingo (14). Zambelli está presa na Itália. A informação da renúncia foi divulgada pela assessoria da presidência da Casa.
“A Câmara dos Deputados informa que a Deputada Carla Zambelli (PL/SP) comunicou à Secretaria-Geral da Mesa a sua renúncia ao mandato parlamentar na data de hoje”, afirma o texto.
Com a renúncia de Zambelli ao cargo, quem assume agora será o primeiro suplente do Partido Liberal de São Paulo que recebeu mais votos. Adilson Barroso já assumiu o mandato em outras ocasiões. Barroso recebeu mais de 62 mil votos em 2022.
Sua posse está prevista para a primeira sessão da Casa nesta semana, prevista para segunda-feira (15).
Quem é Adilson Barroso?
Natural de Minas Gerais, Adilson Barroso é filiado ao Partido Liberal (PL) de São Paulo. Barroso é suplente da bancada do PL e já exerceu mandato parlamentar em ocasiões anteriores durante a atual legislatura.
Barroso é o primeiro suplente do estado pelo PL por ter conseguido mais de 62 mil votos no pleito.
Nas redes sociais, Adilson se apresenta como “bolsonarista de Direita, conservador, Patriota, amigo do Pres. Jair Bolsonaro, Michele Bolsonaro, Nikolas Ferreira”.
O parlamentar exerceu o mandato na vaga de Guilherme Derrite (PP-SP) entre 2023 e 2025. Derrite havia se licenciado para assumir a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, mas retomou o cargo no fim de novembro. Com o retorno, Barroso voltou à condição de suplente.
Barroso foi vereador pelo PTB em Barrinha, no interior de São Paulo, em 1988 e reeleito em 1992, pelo antigo PFL. Também foi vice-prefeito da cidade de 1997 a 2002.
Ele foi eleito deputado estadual pelo Prona em 2002. Ocupou a cadeira na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) até 2010, mas perdeu a eleição naquele ano. Em 2016, voltou à Câmara Municipal de Barrinha.
Barroso foi um dos fundadores do PEN (Partido Ecológico Nacional) em 2012. A legenda mudou o nome para Patriota em 2017. Bolsonaro chegou a cogitar se filiar ao partido em 2021, mas desistiu e foi para o PL.
Adilson foi afastado do comando da sigla por ter negociado “individualmente” a filiação do presidente Jair Bolsonaro, que na época estava sem partido e precisava se filiar a algum para disputar as eleições de 2022.
Barroso foi destituído da presidência do Patriota e se filiou ao PL em 2021. No ano seguinte, disputou a eleição para deputado federal e se tornou suplente.
G1



