Trump ficou “chocado” e “indignado” com ataque ucraniano à residência de Putin, segundo assessor do Kremlin

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria reagido com choque e indignação à tentativa de ataque contra a residência oficial do presidente da Rússia, Vladimir Putin. A informação foi divulgada por Yuri Ushakov, assessor direto do Kremlin, ao comentar o episódio envolvendo a Ucrânia.
Segundo Ushakov, a reação de Trump foi imediata e marcada por surpresa diante da gravidade do ocorrido. A declaração foi publicada pela agência Sputnik International, que atribui ao assessor presidencial russo o relato detalhado da posição expressa pelo líder norte-americano após tomar conhecimento do caso.
Em conversa com jornalistas, Yuri Ushakov afirmou: “O presidente dos EUA ficou chocado com essa notícia, literalmente indignado, dizendo que nunca poderia ter imaginado ações tão insanas”. A fala foi apresentada como um retrato fiel do estado de espírito de Trump diante do suposto ataque à residência de Putin.
De acordo com o assessor, o episódio foi tratado em um contexto mais amplo de contatos diplomáticos entre Moscou e Washington. Ushakov relatou que Trump e seus principais assessores mantiveram diálogo com o presidente russo sobre negociações envolvendo a Ucrânia, destacando a disposição da Rússia em trabalhar de forma próxima e produtiva com os Estados Unidos na busca por uma solução de paz.
Ainda segundo as informações divulgadas, Trump teria comunicado a Putin alguns resultados atribuídos à equipe do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, além de afirmar que a Ucrânia foi orientada a não buscar uma interrupção temporária do processo, mas sim a concentrar esforços em um acordo abrangente. O assessor russo também mencionou que conselheiros-chave dos Estados Unidos participaram da conversa entre os dois presidentes.
Outro ponto citado por Ushakov foi a menção de Trump ao fato de que, segundo ele, Zelensky não recebeu mísseis de longo alcance do tipo “Tomahawk”, observação feita no contexto das discussões sobre o conflito e o apoio militar à Ucrânia.
As declarações reforçam o impacto político e diplomático do episódio, ao envolver diretamente as lideranças de Rússia e Estados Unidos em meio às tensões persistentes no conflito ucraniano e às tentativas de negociação internacional.

O ATAQUE
O governo da Ucrânia teria promovido um ataque com drones contra a residência oficial do presidente da Rússia, Vladimir Putin, localizada na região de Novgorod, segundo declarou nesta segunda-feira (29) o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov. De acordo com o chanceler, a ofensiva ocorreu durante a madrugada e envolveu o uso massivo de veículos aéreos não tripulados de longo alcance.
A informação foi divulgada inicialmente pela agência Sputnik International, que acompanhou as declarações de Lavrov a jornalistas. Segundo o ministro, o episódio aconteceu na noite de 28 para 29 de dezembro e foi classificado por Moscou como um “ataque terrorista” direcionado a um alvo estatal de alta relevância.
Lavrov afirmou que “na noite de 28 para 29 de dezembro, o regime de Kiev lançou um ataque terrorista utilizando 91 UAVs de longo alcance contra a residência estatal do presidente da Federação Russa, na região de Novgorod”. Ele ressaltou que todos os drones envolvidos na operação foram neutralizados pelas defesas aéreas russas.
Ainda segundo o chanceler, não houve registro de vítimas. “Todos os UAVs que atacaram a residência do presidente da Rússia foram destruídos pelas forças de defesa aérea, e não há relatos de baixas”, declarou. Apesar disso, Lavrov advertiu que a ação não ficará sem resposta. “Essas ações irresponsáveis não ficarão sem resposta, e os alvos para ataques retaliatórios das Forças Armadas russas, bem como o momento de sua execução, já foram determinados”, acrescentou.
O ministro também destacou que o ataque ocorreu em um momento particularmente sensível do ponto de vista diplomático, enquanto Rússia e Estados Unidos mantêm negociações intensas sobre uma possível solução para o conflito ucraniano. Mesmo assim, Moscou não pretende abandonar o diálogo. “Ao mesmo tempo, não pretendemos nos retirar do processo de negociações com os Estados Unidos”, afirmou Lavrov.
No entanto, ele indicou que a postura russa nas conversas poderá sofrer ajustes. “Diante da degeneração final do regime criminoso de Kiev, que passou a uma política de terrorismo de Estado, a posição de negociação da Rússia será revista”, declarou o chefe da diplomacia russa.
A avaliação de que o ataque teve como objetivo minar o processo diplomático foi reforçada pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko. Para ele, a ofensiva representa uma tentativa direta de inviabilizar avanços nas negociações. “O que aconteceu hoje é, sem dúvida, uma séria tentativa de minar o processo de negociação e tornar ainda mais difícil alcançar a paz”, disse Grushko a repórteres.
O vice-chanceler afirmou ainda que, segundo Moscou, tais ações costumam ocorrer quando as conversas entram em fases mais delicadas. “Kiev encena provocações assim que o processo de negociação entra em uma fase sensível”, declarou, acrescentando que a Ucrânia, com apoio de países ocidentais, estaria tentando desestabilizar qualquer perspectiva de acordo, observando que “o estilo britânico é evidente” nessas iniciativas.

Brasil 247

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