Gasolina nos EUA atinge US$ 3,72, patamar mais caro desde 2022. Alta pressiona custos de transporte e alimentos

O preço médio da gasolina nos Estados Unidos subiu para quase US$ 3,72 por galão, o nível mais alto desde 18 de novembro de 2022, segundo dados divulgados pela associação automobilística AAA. O aumento recente ocorre em meio à escalada da guerra envolvendo o Irã e à instabilidade no mercado internacional de petróleo, conforme informações da AAA.
Desde o início do conflito, o combustível nos Estados Unidos já acumulou uma alta de 74 centavos por galão, refletindo as preocupações do mercado com a oferta global de petróleo e com as dificuldades logísticas que afetam o transporte de energia.
O impacto tem sido ainda mais forte no diesel. O preço médio do combustível utilizado por caminhões e transporte pesado subiu US$ 1,24 desde o início da guerra e atualmente está em torno de US$ 4,99 por galão. O valor se aproxima da marca simbólica de US$ 5, registrada pela última vez em dezembro de 2022.
Com o avanço dos custos de combustíveis, empresas de transporte rodoviário já começaram a aplicar sobretaxas de combustível em contratos de frete. Especialistas do setor alertam que esse aumento tende a ser repassado ao consumidor final, pressionando os preços de diversos produtos.
Entre os itens mais sensíveis estão alimentos perecíveis, como leite e derivados, frutas, vegetais, carnes e peixes. Esses produtos dependem fortemente do transporte refrigerado e de cadeias logísticas rápidas, o que amplifica o efeito do diesel mais caro sobre os preços nas prateleiras.
A escalada no preço da gasolina também está relacionada às incertezas sobre o fluxo global de petróleo. O mercado acompanha com atenção a situação do Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do petróleo transportado por navios no mundo.
O Irã mantém o estreito fechado para praticamente todos os petroleiros, o que tem gerado preocupação entre governos e empresas de energia. Ao mesmo tempo, a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem emitido sinais contraditórios sobre a duração prevista da guerra e sobre a capacidade de restabelecer a circulação na região.
Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos solicitou apoio da comunidade internacional para reabrir o Estreito de Hormuz. Até o momento, no entanto, a resposta global tem sido considerada limitada, o que mantém a pressão sobre os mercados de energia e alimenta a volatilidade nos preços do petróleo e dos combustíveis.
Foto: Reuters/Andrew Kelly
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