Dia do Consumidor: especialista alerta que paciente também é protegido pelo CDC e orienta para atendimento médico mais humanizado

O Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, costuma ser lembrado pelos direitos relacionados à compras de produtos e serviços. Dentre os serviços também estão incluídos os específicos da área médica. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor – CDC, o paciente que busca serviços de cuidados em saúde tem direito à proteção prevista no Código.
Na relação de consumo em serviços de saúde a qualidade do atendimento está diretamente ligada à forma como profissionais e pacientes se comunicam e constroem confiança no consultório.
A escuta qualificada, a empatia e o diálogo transparente são apontados como elementos essenciais para um atendimento mais humanizado.
“A classificação do paciente como consumidor, não reduz a medicina a uma relação comercial. Reforça que o paciente tem direitos e deve ser respeitado como sujeito ativo no cuidado com sua própria saúde”, explica o psicólogo Luciano Edgley, especialista em Comunicação Humanizada na medicina.
Entre esses direitos do paciente/consumidor estão receber informações claras sobre diagnóstico e tratamento, participar das decisões terapêuticas e ser tratado com dignidade e respeito.
Adotar um padrão de atendimento que valoriza a comunicação médica e a escuta ativa é um caminho para melhorar a experiência do paciente, fortalecendo a confiança no profissional e reduzindo conflitos.
Neste Dia do Consumidor, o debate sobre direitos do paciente reforça que qualidade no atendimento em saúde não depende apenas de tecnologia ou infraestrutura, mas também da construção de relações mais humanas dentro dos consultórios e hospitais.
DIREITOS DO PACIENTE-CONSUMIDOR
Assim como em outros serviços, quem busca atendimento em saúde também possui direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor e por normas éticas da área médica. Em destaque alguns princípios fundamentais:
- Direito à informação clara
O paciente deve receber explicações compreensíveis sobre diagnóstico, exames, riscos e opções de tratamento. - Direito de participar das decisões
O tratamento deve ser discutido com o paciente, que pode aceitar ou recusar procedimentos após ser devidamente informado. - Direito à dignidade e respeito
O atendimento deve ocorrer sem discriminação e com respeito à condição física, emocional, cultural e social do paciente. - Direito à privacidade e sigilo
Informações médicas e dados pessoais devem ser protegidos e tratados com confidencialidade. - Direito a atendimento seguro e de qualidade
O paciente deve receber cuidado baseado em evidências científicas e boas práticas profissionais. - Direito à segunda opinião
O paciente pode buscar outro profissional para confirmar diagnóstico ou discutir alternativas terapêuticas. - Direito de registrar reclamações
Casos de falhas no atendimento podem ser reportados a órgãos de defesa do consumidor, conselhos profissionais ou ouvidorias dos serviços de saúde.



