Derrota da extrema-direita: mesmo com apoio de Trump, Orbán perde eleição na Hungria

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu neste domingo (12) a derrota nas eleições parlamentares do país e admitiu que o resultado do pleito foi desfavorável ao seu governo, após projeções indicarem ampla vitória da oposição liderada pelo partido Tisza. O premiê declarou que o desfecho é inequívoco e já cumprimentou o vencedor.
Com 45,7% dos votos apurados, o Conselho Nacional Eleitoral projetou que o partido Tisza, de centro-direita, deverá conquistar 135 das 199 cadeiras do Parlamento, garantindo uma maioria de dois terços — número suficiente para promover alterações na Constituição.
Em discurso a apoiadores, Orbán reconheceu a derrota de forma direta. “O resultado é claro”, afirmou o primeiro-ministro, acrescentando que já havia entrado em contato com o líder adversário para parabenizá-lo. Ele também descreveu o cenário como difícil. “O resultado é doloroso”, disse, ao mesmo tempo em que assegurou que continuará atuando na vida pública, agora na oposição.
Nos últimos anos, Orbán usou como um dos pilares de governo a construção de alianças com líderes globais, como o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump, inclusive, atuou diretamente na campanha atual. O presidente norte-americano recebeu Orbán na Casa Branca em fevereiro e publicou uma mensagem de apoio à reeleição do premiê nas redes sociais.
O líder do partido Tisza, Peter Magyar, confirmou ter recebido uma ligação de Orbán reconhecendo o resultado. Em publicação nas redes sociais, ele agradeceu o apoio popular. “Obrigada, Hungria”, escreveu em sua conta no Facebook, celebrando a vitória parcial apontada pelas projeções oficiais.

Foto: REUTERS/Marton Monus
Brasil 247

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