Uma loira chamada Thereza, por Josemberg Lima
Hoje, 12 de maio, mês das mães, registra uma data triste para nós da imprensa, principalmente para quem teve o prazer de conhecer e conviver com Thereza Madalena Lira Braga.
Primeiramente minha solidariedade ao seu filho Wlademir e suas irmãs Madalena Tereza e Tereza Maria.
Minha convivência com a inesquecível professora teve muitas facetas. Em meados dos anos 80 recebia convite para eventos, concursos de miss, chás beneficentes, arraiais juninos, posses solenes e festas sociais.
A princípio ela foi professora da Universidade Estadual da Paraiba (UEPB) – originária da extinta Fundação Universidade Regional do Nordeste (FURNE). Também teve grande atuação e destaque no Colégio Pio XI e ainda ministrou aulas no curso de Letras, onde eu, ela e sua amiga professora Herotildes Figueiredo (in memoriam) participamos de muitas festas em Campina Grande e João Pessoa, nos salões de festas dos clubes Campestre e AABB, Campinense Clube, Clube dos Caçadores, Clube Astréa, Iate Clube, Maison Blunelle, granja Santana e Assembléia Legislativa da Paraíba.

Ainda na década de 80 dividia moradia entre Campina e João Pessoa devido a questões de trabalho e outras responsabilidades.
Descrever Thereza Madalena seria uma façanha quase impossível, entre os milhões de relatos os mais diversos.
Cerimonialista, professora, coordenadora de curso, assessora de gabinete de segurança pública, colunista social, apresentadora de programa de TV e escritora. Suplente de vereadora, diretora de educação. As festas populares, carnaval, festejos juninos, concurso garota verão e de miss sempre tiveram sua digital.
Particularmente, sou grato, eternamente grato por seu convite e voto de credibilidade para integrar o ´Projeto Comunicarande´, voltado para alunos de Letras e Comunicação Social da UEPB, além do Projeto Programação de Ação com sua rubrica e das professoras Herotildes Figueiredo, Benira, Lenira, Itan Pereira, ex-reitor da UEPB (todos in memorian), Rui Leitão e Deusarina Vital (do Jornal A União) e o jornalista João Pinto (da API e ACI). Deste elenco apenas os três últimos estão vivos.
A loira Thereza Madalena foi rainha de vários blocos de carnaval, ganhou e concedeu troféus e diplomas. Sou grato e me sinto honrado por ter recebido um prêmio desses, assim como muitas autoridades e personalidades do contexto social.
Nos seus programas de TV nas emissoras Correio e Master sempre abriu portas para novos talentos, para a arte e para a cultura, música e teatro.
O São João de Campina Grande e a extinta Micarande tiveram também sua mão amiga.
A presença de Thereza Madalena em qualquer ambiente social, solene, de trabalho ou evento de outra natureza era um deslumbre. Ela transmitia uma energia e força que não é possível descrever. Era uma pessoa sorridente, elegante, solidária, amiga, inteligente e poliglota.
Não há palavras para lhe descrever como mãe, mas é fácil afirmar que era amiga de todos e em todos os momentos sabia se fazer presente. Era uma irmã unida. Uma verdadeira alma gêmea, sem esquecer que sempre foi uma grande avó e uma excelente tia.
A imprensa ficou menor com sua partida. Os salões de festas perderam seu brilho. Mas sua lembrança sempre será eterna em qualquer festa ou evento que tenha música, alegria e paz.
Descanse em paz!
Por Josemberg Lima
Jornalista



