Credores rejeitam proposta de recuperação judicial e Treze Futebol Clube corre risco real de falência

O Treze Futebol Clube segue à beira do colapso. O plano de pagamento apresentado na Recuperação Judicial foi rejeitado novamente pelos credores durante assembleia realizada nesta quarta-feira (3), em Campina Grande.
A informação foi confirmada por dirigentes trezeanos ao @blogmauriliojunior, que ouviram o alerta mais direto possível: se não houver acordo na próxima etapa, o clube terá a falência decretada.
Agora, os credores terão 30 dias para formular um novo plano e apresentá-lo nos autos. Só após esse prazo é que uma nova assembleia será marcada para deliberação. O impasse continua travando qualquer perspectiva financeira para a reestruturação do clube.
Com uma dívida superior a R$ 31 milhões, o Treze vive seu momento mais crítico fora de campo. A diretoria atual reforça que não gerou esse passivo, mas reconhece que sem acordo, o fim institucional do Galo da Borborema será inevitável.
ENTENDA
O Treze Futebol Clube, que completa 100 anos no próximo domingo (7), enfrenta um de seus momentos mais críticos: a possibilidade real de ter a falência decretada. A audiência entre o clube e seus credores aconteceu para avaliar o plano de pagamento da dívida de R$ 31 milhões, dentro da recuperação judicial. A proposta foi rejeitada.
Segundo o diretor de marketing Cláudio Killa, a recuperação judicial era o único caminho para tentar viabilizar financeiramente a instituição, já que os débitos, antigos e já consolidados judicialmente, impedem qualquer investimento estrutural ou esportivo. Ele explicou que a proposta buscava dar melhores condições aos menores credores, com pagamentos escalonados a partir de 2026.
A proposta previa, por exemplo, que credores com até R$ 100 mil recebam 50% do valor em até 4 anos. Já quem tem valores mais altos teria descontos maiores. O primeiro pagamento, caso o plano fosse aprovado, seria em 2026, no valor de pouco mais de R$ 1 milhão.
Como a proposta foi rejeitada, o risco de falência é real. Nesse cenário, os bens do clube, como o estádio Presidente Vargas, podem ser usados para cobrir parte da dívida, embora o valor do imóvel seja insuficiente.
Fonte: mauriliojunior.com



