Em relatório de 90 páginas, Polícia Civil encerra caso Ana Sophia afirmando que Thiago Fontes matou a menina e ocultou o corpo. Defesa garante que não há provas

Tem 90 páginas o relatório de conclusão do inquérito feito pela Polícia Civil da Paraíba sobre o desaparecimento da menina Ana Sophia, em Bananeiras e que neste sábado (4) completa dez meses em mais absoluto mistério. A conclusão do caso aconteceu nesta quinta-feira (2) quando a Polícia Civil entregou o documento à Justiça, mantendo todas as afirmações já anteriores do caso, ou seja, que Ana Sophia, de 8 anos, foi morta e seu corpo foi ocultado.
O relatório final da investigação reafirma que Thiago Fontes é o único responsável pelo crime, tendo sido o autor material da morte da menina e em seguida pela ocultação do seu corpo. O inquérito já tinha sido enviado para a Justiça por duas vezes, mas o Ministério Público devolveu, sempre pedindo mais diligências, uma vez que considerava não haver provas contra o único suspeito, apesar de todas as afirmações e certezas policiais.
Ana Sophia morava no distrito de Roma, município de Bananeiras e conforme foi apurado pela investigação ela saiu de casa no dia 4 de julho, foi na residência de uma amiguinha de escola e em seguida teria iniciado uma caminhada de volta para casa, só que nunca chegou ao seu destino. No meio do caminho, segundo o relatório final, a menina teria entrado na residência de Tiago Fontes e a partir desse momento não foi mais vista viva ou morta e ninguém teve mais nenhuma informação sobre seu paradeiro.
Nas 90 páginas do relatório conclusivo há todo um relato da investigação, certezas e afirmações, e um passo a passo completo da dinâmica de um crime sobre o caso do desaparecimento da menina Ana Sophia, feito pela Polícia Civil. Por sua vez, o advogado Marcus Alânio, que defende Thiago Fontes afirma que mesmo com toda investigação, indiciamento e conclusão de que Thiago Fontes é o autor do crime não há provas contra ele.
Marcus Alânio disse que agora vai esperar o pronunciamento do Ministério Público para se pronunciar oficialmente sobre o caso e adotar alguma providência sobre a participação, ou não, de seu cliente. Ele considera que dependendo do posicionamento do Ministério Público poderá entrar com uma ação indenizatória em favor de seu cliente, contra o Estado, já que no seu entendimento houve denúncia, acusação, imputação de crime, pressão psicológica, responsabilidade e indiciamento “tudo sem uma única aprova”, o que teria levado, inclusive, Thiago Fontes a cometer suicídio.

ÚNICO SUSPEITO
Tiago Fontes era marido de uma das professoras de Ana Sophia. A polícia investigou o caso, o apontou como único suspeito e em seguida como responsável pelo desaparecimento da garota, inclusive chegando a conclusão que Tiago matou e escondeu o corpo, sendo o crime cometido por motivação sexual. Tiago sempre negou o crime e ao ser ouvido na delegacia disse que nem viu a menina na sua casa.
Apesar das buscas feitas por bombeiros, polícia, voluntários e todo um trabalho com uso de cães farejadores, nenhum vestígio da menina foi achado nem qualquer indício de que ela esteja viva ou morta. A casa de Tiago foi periciada, assim como seu carro, mas nada que pudesse ligá-lo ao crime descrito pela polícia foi encontrado. Quando completou 4 meses do sumiço de Ana Sophia foi a vez de Tiago também sumir. Após dois meses ele foi encontrado morto e com o corpo pendurado numa árvore numa região de mata também em Bananeiras. A conclusão do caso é que ele se suicidou por enforcamento.

Por Apolinário Pimentel

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