Hytalo Santos e marido chegam à Paraíba e são transferidos para o presídio do Róger, em João Pessoa

O influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, chegaram nesta quinta-feira (28) a João Pessoa. Após o desembarque, os dois foram levados para exames de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica (IPC), e depois, para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, o presídio do Roger, onde vão ficar presos.
Hytalo Santos e Euro são investigados por tráfico de pessoas e exploração de menores, por fazerem conteúdos para as redes sociais com a presença de menores de idade. O casal foi preso em São Paulo em 15 de agosto.
Eles desembarcaram ao Aeroporto Castro Pinto por volta das 17h. Um comboio de policiais penais levou o casal para o IPC, onde passaram pelos exames. A chegada no local aconteceu por volta das 18h05. Eles deixaram o instituto por volta das 18h22.
No IPC, uma multidão se formou para acompanhar a entrada dos influenciadores no prédio. Pessoas filmaram e acompanharam a passagem dos carros de polícia.
Por volta 18h45, os dois chegaram ao presídio, onde vão permanecer presos.
Hytalo Santos e Euro deixaram a penitenciária de São Paulo por volta das 11h também desta quinta. O casal de influenciadores foi levado de carro e com escolta policial para o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana.
As passagens dos presos foram compradas ainda na terça-feira (26), e uma equipe da Paraíba foi até São Paulo para buscar os influenciadores, de acordo com as autoridades.
Os agentes da Polícia Civil da Paraíba saíram de João Pessoa por volta das 3h05 da madrugada e chegaram ao Aeroporto de Guarulhos por volta das 6h30. A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo foi responsável por transferir os presos até o aeroporto do estado, onde a equipe paraibana aguardou.
Na terça-feira (26), a Justiça decidiu que os presos Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, seriam transferidos de avião da cidade de São Paulo para o Presídio do Róger. Antes da transferência, o casal estava preso no Centro de Detenção Provisória 1 (CDP-1) de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo.
Hytalo e Euro respondem a processo da Justiça de Bayeux, na Grande João Pessoa. Eles são investigados por exploração sexual de menores de idade, trabalho infantil e tráfico humano em conteúdos produzidos para as redes sociais. A investigação é feita pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) paraibano.
A transferência de Hytalo e de Euro foi determinada pela Justiça da Paraíba e confirmada pelo poder judiciário em São Paulo. O trâmite da remoção foi feito pelas autoridades paraibanas e paulistas.
O casal foi preso em uma casa alugada em Carapicuíba, na Grande São Paulo, dias depois que o youtuber Felca postou um vídeo nas redes sociais denunciando o casal por adultização de crianças e adolescentes.
Investigação do MP e denúncia de Felca
Hytalo e o marido já eram investigados pela polícia paraibana pelos crimes de tráfico de pessoas e exploração de menores. Mas a repercussão da denúncia de Felca fez com que a Justiça da Paraíba decretasse a prisão preventiva do casal.
Segundo a acusação, as prisões de Hytalo e Euro foram necessárias porque eles pretendiam fugir do país depois que Felca divulgou o vídeo denunciando o casal e outros influenciadores por explorar e sexualizar menores.
Os influenciadores foram presos no último dia 15 de agosto em Carapicuíba pela polícia paulista. No dia 18 de agosto eles foram levados para o CDP 1 de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Nesse período, Hytalo e Euro puderam falar somente com seus advogados.
A Justiça suspendeu as contas de Hytalo, Euro e dos menores nas redes sociais, onde eles tinham milhões de seguidores e ganhavam dinheiro com isso.
A defesa do casal negou as acusações e alega que os clientes são inocentes. A Justiça da Paraíba, de São Paulo e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, já negaram os pedidos dos advogados para que os dois respondessem aos crimes em liberdade. E também não concordou com a ida deles para uma penitenciária em Tremembé, no interior paulista, sob a alegação de que lá seria mais seguro.
Foto: TV Cabo Branco
G1 PB



