Preso por suspeita de matar esposa, tenente-coronel reclama de falta de sexo

A morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, ganhou novos desdobramentos após o avanço das investigações e a divulgação de trechos do depoimento do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob suspeita de envolvimento no caso.
Conforme informações do inquérito, a vítima foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido, no bairro do Brás, na região central de São Paulo. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e transportada pelo helicóptero Águia da Polícia Militar ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.
O atestado de óbito apontou traumatismo cranioencefálico causado por disparo de arma de fogo. Inicialmente tratado como suicídio consumado, o caso passou a ser classificado como morte suspeita após surgirem dúvidas sobre a versão apresentada.
Com o avanço das perícias e a reconstituição dos fatos dentro do imóvel, a Polícia Civil de São Paulo concluiu que a dinâmica do disparo não é compatível com a hipótese de suicídio. A partir dessas evidências, o tenente-coronel passou a ser considerado o principal suspeito.
Durante as investigações, um trecho do depoimento do oficial chamou a atenção pelo teor das declarações sobre o relacionamento com a vítima. O homem reclamou da falta de sexo no casamento e disse que seus exames de testosterona eram comparáveis a de um jovem de 16 anos. Além disso, sem mostrar nenhuma tristeza ou emoção, reclamou de prover o lar, pagar as contas da casa e ainda dormir em um quartinho pequeno por conta das brigas do casal.
A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do militar em 17 de março, após consolidar o entendimento técnico de que ele seria o responsável pela morte da esposa. No dia seguinte, a Justiça Militar do Estado de São Paulo acatou o pedido.
O oficial foi preso no mesmo dia, em um condomínio residencial na cidade de São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Ele permanece à disposição da Justiça e deve responder pelo caso enquanto as investigações seguem em andamento.
O episódio também teve repercussões administrativas. A Polícia Militar do Estado de São Paulo adotou medidas internas, incluindo o afastamento e posterior exoneração do oficial, enquanto apura eventuais responsabilidades disciplinares relacionadas ao caso.
Foto: Reprodução R7- Record
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