Senadora do PP recusa ser vice de Flávio Bolsonaro e PL convida deputada federal de Pernambuco

O Partido Liberal (PL) avalia o nome da deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) para compor como vice a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A movimentação ocorre após a senadora Tereza Cristina (PP-MS) recusar o convite para integrar a chapa. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.
Clarissa Tércio está em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados e foi procurada por integrantes da direita para tratar da vaga. Ela afirmou que foi sondada, mas não participou de reunião com Flávio Bolsonaro.
A deputada declarou que aceitaria um eventual convite. “Com toda a certeza eu aceitaria”, afirmou. Segundo ela, sua atuação política está ligada ao apoio a Jair Bolsonaro e à continuidade de suas propostas.

Articulação política
Integrantes da campanha avaliam que o perfil de Clarissa atende a critérios considerados estratégicos, como ser mulher e representar o Nordeste, região onde a direita enfrenta maior dificuldade eleitoral.
Apesar disso, as negociações mais avançadas envolvem a deputada Simone Marchetto (PP), de São Paulo, que se reuniu com o senador nesta semana. Ela mantém vínculos com lideranças religiosas católicas conservadoras.

Trajetória e controvérsias
Antes de chegar ao Congresso, Clarissa Tércio atuou como deputada estadual. Ela é filha do pastor Francisco Tércio, ligado à Assembleia de Deus, e é casada com o pastor Júnior Tércio. Em 2020, a parlamentar participou de ato em frente a um hospital no Recife, durante a realização de um aborto legal em uma criança de 10 anos vítima de estupro.
Junto com outros parlamentares, ela chegou a invadir a unidade de saúde, o que levou a Polícia Militar a montar um esquema de segurança para impedir que os fundamentalistas religiosos tivessem acesso ao local.
Clarissa também foi investigada por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, mas o inquérito foi arquivado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), não houve comprovação de participação direta da deputada nos ataques às sedes dos Três Poderes. Registros indicaram que ela estava em Pernambuco no período.

Brasil 247

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