Banco Central reduz taxa de juros para 14,75%, em primeiro corte após 2 anos. Queda foi de 0,25 ponto percentual

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. A decisão marca o início de um novo ciclo de flexibilização monetária após quase dois anos e ocorre em meio a um cenário de incertezas externas e pressão sobre as expectativas de inflação.
O mercado financeiro chegou dividido à decisão, com expectativas que variavam entre a manutenção da Selic e cortes de 0,25 e 0,5 ponto percentual.
Essa taxa valerá ao menos pelos próximos 45 dias, quando os diretores do BC voltam a se reunir para discutir novamente a conjuntura econômica nacional.
No encontro anterior, em janeiro, o comitê manteve a taxa no atual patamar — o mais elevado desde 2006 — pela quinta vez consecutiva, após interromper em julho o ciclo de sete altas consecutivas iniciado em setembro de 2024.

Superquarta no Brasil e nos EUA
O anúncio desta quarta-feira ocorreu durante a chamada “superquarta” — quando decisões sobre juros são divulgadas simultaneamente por autoridades monetárias do Brasil e dos Estados Unidos.
Nos Estados Unidos, o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) manteve a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, de acordo com as expectativas dos analistas.

Maior nível em 20 anos
Entre agosto de 2022 e junho de 2023, a Selic permaneceu em 13,75% ao ano. Em seguida, ocorreram seis cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual e outro de 0,25, reduzindo a taxa para 10,5% em maio de 2024.
Esse patamar vigorou até setembro do mesmo ano, quando o Copom iniciou uma nova série de elevações, levando os juros para 10,75%. Desde então, houve sete aumentos sucessivos, até atingir os atuais 15% — o nível mais elevado desde 2006.

O que é a Selic?
A Selic representa o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do Brasil. Taxas elevadas encarecem o crédito, limitam o consumo e a produção e podem desacelerar o crescimento econômico.
Na prática, elevações na Selic aumentam os juros aplicados a financiamentos, empréstimos e cartões de crédito, desestimulando a demanda e contribuindo para a contenção da inflação.

R7

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