A colheita junina, por Josemberg Lima

Relembrando antigos costumes, os agricultores creditam uma colheita rica mediante as chuvas de março sob bênçãos de São José. A prática da fé e religiosidade, associada a mão de obra forte a comunidade, são rituais no cotidiano da zona rural. O homem do campo aposta nas orações, novenas, celebrações, ofertas, caminhadas e promessas de quermesses à paróquia.
Cantigas de hinos, ladainhas, cantigas de viola, devoção ao santo padroeiro, tais como Padre Cícero Romão, Frei Damião e São José, são outras atividades da fé pedindo muitos frutos e multiplicação de sementes e cada pé.
Os antigos pavilhões, hasteamento de bandeiras, pau-de-sebo, quebra-panela, forrobodó, quentão, pamonha, canjica, queijo assado e milho cozido, além dos arraiais no terreiro, sempre predominam no interior.
Na minha quadrilha só tem gente que brilha. Agradeço de coração ao Jornal A União, Jornal Vip, Comunicarande, O Momento, Jornal do Brejo, Jornal da Paraiba, Diário da Borborema, Correio da Paraiba, Jornal Já, Revista Eventus, Revista Tribuna, Revista Atual, Programa Agenda TV Madalena, TV Correio, Record e Master. Estes eventos, donominados Arraial da Felicidade, formado por ente e empresas que só me proporcionaram alegria.
O ciclo junino ´São Pedro, Santo Antonio e São João´ predomina um elo de confraternização, de preservação de valores, práticas culturais e religiosas que massageiam o ego e o coração de todos. É um momento de união familiar, pavilhões, casas enfeitadas com adornos temáticos da zona rural.
Tudo isso sem falar nos ritmos de forró, arrasta-pé, músicas regionais, que se transformam num entretenimento rico em recordações e lembranças maravilhosas que não tem preço. Não esquecendo, é claro, a mesa farta com a culinária regional.

Imagem: Pinterest.com

Por Josemberg Lima
Jornalista

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