Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica realiza 2ª Oficina de Letramento Antirracista e Antimachista

A Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica da Paraíba (ABMCJPB), realiza, no dia 30 de julho, a segunda edição da Oficina de Letramento Antirracista e Antimachista, iniciativa que busca conscientizar estudantes, juristas, jornalistas e o público em geral sobre os efeitos da repetição inconsciente de frases, gestos e expressões que perpetuam o racismo e o machismo estrutural em nossa sociedade.
O evento será realizado das 9h às 18h, no auditório do TRT13, no centro de João Pessoa, e este ano conta com importantes parcerias: o Núcleo de Extensão Popular – Flor de Mandacaru, através do seu projeto Assessoria Jurídica Popular e Lutas Antirracistas, vinculado à Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e o apoio institucional do próprio TRT da 13ª Região.

Temas e Mesas de Debate
Três eixos centrais orientarão as discussões: Educação, Segurança e Violência, e Saúde — com mesas compostas por ativistas, pesquisadores, juristas e representantes de movimentos sociais:

  1. Educação – Mecanismos institucionais e não institucionais de garantia de uma educação antirracista na Paraíba
    o Mediadora: Professora Adriana Torres (Doutora em direito pela UERJ, professora do curso de Direto da UFPB, advogada, membro associada da ABMCJ-PB)
    o Prof. Dr. Diego Reis (CCE, Neabi- UFPB e Travessia)
    o Felipe Tavares (ativista dos direitos humanos, presidente da FNU da UFPB, membro da marcha da negritude, presidente do “Corrente do Bem – João Pessoa”, coordenador de “Comunicação do Mel”, membro do centro acadêmico de pedagógica da UFPB)
    o André Cavalcante (Juiz do trabalho da vara de Santa Rita; membro do comitê gestor nacional do programa de equidade de raça, gênero e diversidade; especialista em direitos humanos, responsabilidade social e cidadania global pela PUC-RS; mestrando em direito e sustentabilidade sociopolítica pelo UNIPÊ; pesquisador do núcleo de extensão “O Direto do Trabalho além do Direito do Trabalho”, pela USP; co-gestor do comitê gestor da equidade de gênero, raça e diversidade do TRT-13; coordenador da comissão LGBTQIAPN+ da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA)
    o Gabriella Benvenutty (Suplente de Vereadora, Assistente Social, Mãe fundadora da Casa das Benvenutty e Movimento Trans)
  2. Segurança e Violência – Como a Justiça Racial pode ser mobilizada no combate à violência contra a população negra?
    o Mediadores/as: Sheila Lucena (advogada e tesoureira membro da ABMCJPB) e Eraldo Júnior (estudante do curso de Direito – UFPB, integrante do Projeto Assessoria Jurídica Popular e Lutas Antirracistas e grupo Kizomba)
    o Dep. Renato Freitas (deputado federal pelo estado do Paraná, ex-vereador de Curitiba, parlamentar graduado e mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná)
    o Profa. Dra. Bruna (Doutora em Direito pela UnB, professora do DCJ – UFPB, coordenadora do NEP – Flor de Mandacaru)
    o Prof. Dr. Herry Charriery (Doutor em direito, professor de direito penal da UFPB, mestre em história pela UFPB, desenvolve estudos nas áreas de história do direito, direito constitucional, direto penal e direitos humanos)
    o Jéssica Djully (Graduanda em Direito, 1º lugar na Central de Slam Nacional, Movimento Hip Hop da Paraíba)
    o Leonardo Silva (Membro do conselho do Observatório Paraibano Antirracismo, Membro da Marcha da Negritude Unificada da Paraíba, Licenciado em Educação Física, Tecnólogo em Gestão Comercial, Profissional de tecnologia da informação)
  3. Saúde e Racismo – Como as instituições podem atuar na promoção dos direitos das populações negras e indígenas?
    o Mediadora: Francisca (Chica) Leite (Advogada, pós-graduada em direito civil e processo civil, conselheira estadual da OAB-PB, Vice-Presidente da comissão nacional da igualdade do CFOAB, Conselheira estadual consultiva da AMBCJ-PB)
    o Jô Oliveira (Vereadora em Campina Grande, defensora de mandato coletivo voltado às mulheres, juventudes, população negra, população LGBTQIAPN+ e pessoas em situação de vulnerabilidade social)
    o Nathália Galdino (enfermeira de formação, indígena potiguara, responsável técnica do polo base de saúde indígena em marcação)
    o Ângela Pereira (fisioterapeuta pela UFPB, mestre em serviço social pela UFPB, especialista em economia e desenvolvimento agrário pela ENFF e pela UFES, doutoranda em saúde pública pelo FIOCRUZ-RJ, escritora e poeta autora do livro “Mulherfagia”)
    o Jéssica Souza (Advogada criminalista, pós-graduada em direto penal, presidente da comissão de combate ao racismo e discriminação racial da OAB-PB, fundadora do coletivo “Afrocentricidades”, criadora do conceito de “Afroclusão”)

Inscrição e Participação
O evento é gratuito, com participação aberta ao público. Para obter certificado, os interessados devem se inscrever pela plataforma SigaEventos da UFPB. Como gesto de solidariedade, será solicitado a doação de 1kg de alimento não perecível, que será destinado a instituições de caridade.

Para mais informações, acompanhe os perfis no Instagram:
@oficina_letramentoracial
@mulheresabmcjpb
@nepp.ufpb

Ou fale diretamente com:
Carla Felinto Nogueira, presidente da ABMCJPB via WhatsApp 083-9-8802-8656
Essa oficina é um passo firme na construção de uma sociedade mais justa, consciente e comprometida com o combate às opressões que ainda ferem nosso presente.

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