Carla Zambelli é solta na Itália após Justiça negar extradição. Ministro tem 45 dias para aceitar ou não

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que estava presa na Itália, foi liberada nesta sexta-feira (22). De acordo com a defesa da Zambelli, a Corte italiana teria reconhecido a tese de perseguição política.
A ex-parlamentar agradeceu a decisão e elogiou o advogado italiano Pieremilio Sammarco, que a defendeu no processo que pedia a extradição de Zambelli ao Brasil. “A gente conseguiu. Pieremilio conseguiu fazer o impossível, que é lutar contra um sistema gigantesco, ele foi um grande leão”, comemorou.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes havia determinado que o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Justiça e Segurança Pública adotassem as providências necessárias à efetivação da extradição de Zambelli para o Brasil.
Nesta sexta, no entanto, a Corte de Cassação de Roma negou, em decisão definitiva, o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. A decisão final, no entanto, caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que tem o prazo de 45 dias para deferir ou negar a solicitação.
Entenda
Carla Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto foram condenados pela invasão de sistemas e pela adulteração de documentos do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
A pena para Zambelli foi de 10 anos de prisão em regime inicial fechado e multa no valor de 2.000 salários-mínimos, além de indenização de R$ 2 milhões por danos materiais e morais coletivos. Ela ainda teve decretada a perda do seu mandato parlamentar.
A ex-deputada deixou o Brasil em 5 de junho de 2025. Viajou primeiro para os Estados Unidos e chegou à Itália, vinda de Miami, no dia seguinte à emissão da sentença do STF com a ordem de sua prisão.
No ano passado, o STF também condenou Zambelli por ter perseguido, com uma arma em punho, um homem pelas ruas de São Paulo em 2022.
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